
- Goldman eleva preços de energia após hidrologia fraca
- Copel (CPLE3) inicia cobertura com compra e foco em dividendos
- Axia (AXIA3) segue como maior beneficiária do novo cenário
O Goldman Sachs revisou para cima suas projeções de preços de energia após uma hidrologia significativamente mais fraca do que o esperado em janeiro, cerca de 66% abaixo da média histórica.
Com isso, o banco elevou a estimativa para o 1T26 para R$ 235/MWh, ante R$ 166/MWh, enquanto manteve projeções praticamente estáveis para os trimestres seguintes, assumindo normalização gradual das chuvas.
Novo cenário de preços
Dessa forma, o Goldman passou a projetar preços médios de R$ 240/MWh em 2026, R$ 230/MWh em 2027 e R$ 220/MWh em 2028 e 2029.
Segundo o banco, o novo patamar melhora a visibilidade de resultados das geradoras e favorece empresas com maior exposição a preços livres.
Além disso, a curva futura já precifica valores superiores aos do cenário-base do banco, o que cria assimetria positiva para revisões futuras.
Copel entra com compra
Nesse contexto, o Goldman iniciou a cobertura da Copel (CPLE3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14.
Os analistas destacam a combinação de dividendos elevados, recompras de ações e crescimento contratado do EBITDA, estimado em 20% ao ano entre 2025 e 2027.
A revisão tarifária da distribuição, prevista para junho de 2026, e oportunidades como o leilão de reserva de março reforçam a tese.
Axia é a principal beneficiada
Entre as preferências do banco, a Axia (AXIA3) segue como principal destaque, devido à maior parcela do portfólio ainda não contratada.
No curto prazo, cada alta de R$ 50/MWh pode elevar o EBITDA em 4% em 2026 e 8% em 2027.
Além disso, o banco projeta dividend yield de 9% e 15% nesses anos, com EBITDA acima do consenso no 4T25 e 1T26.
Demais preferências do Goldman
O banco manteve compra para Sabesp (SBSP3), Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI11) e Auren (AURE3), citando avaliações atrativas e retorno real acima de 10%.
Por outro lado, o Goldman manteve neutro para CPFL (CPFE3), devido à avaliação exigente e falta de catalisadores.
Já Cemig (CMIG4) e Engie (EGIE3) seguem com recomendação de venda, diante de retornos reais abaixo dos pares e espaço limitado para dividendos.