
- Suzano (SUZB3) é a principal escolha do JPMorgan no setor diante dos riscos associados ao El Niño.
- Menor oferta global pode elevar os preços da celulose e favorecer os resultados da companhia.
- O JPMorgan mantém recomendação de compra para SUZB3, com preço-alvo de R$ 60.
A Suzano (SUZB3) é a principal escolha do JPMorgan no setor de celulose diante dos riscos associados ao El Niño. Segundo o banco, possíveis interrupções na produção e na logística global podem reduzir a oferta da commodity e favorecer empresas mais resilientes.
Nesse cenário, a Suzano combina ativos de baixo custo, diversificação geográfica e diferentes alternativas logísticas. Além disso, uma eventual alta dos preços da celulose pode ampliar a geração de caixa da companhia.
Suzano aparece mais protegida
O JPMorgan avalia que a Suzano possui menor exposição às regiões mais vulneráveis a enchentes. Ao mesmo tempo, sua rede de ferrovias e portos reduz o risco de interrupções no escoamento da produção.
O principal risco climático está concentrado no Maranhão, onde períodos mais secos podem afetar as florestas. Ainda assim, o banco considera essa exposição mais administrável do que os riscos de enchentes em outras regiões produtoras.
Além disso, problemas climáticos em países como a Indonésia podem reduzir a oferta mundial. Consequentemente, uma menor disponibilidade de celulose poderia pressionar os preços internacionais para cima e beneficiar a companhia brasileira.
JPMorgan recomenda compra de SUZB3
A Suzano negocia a cerca de 4,4 vezes o EV/Ebitda projetado para 2027, segundo o JPMorgan. O banco também estima um retorno de fluxo de caixa livre de 18,3% para o mesmo ano.
Por isso, o JPMorgan mantém recomendação de compra para SUZB3, com preço-alvo de R$ 60. A tese combina valuation considerado atrativo, geração de caixa e potencial benefício de uma eventual recuperação dos preços da celulose.
Enquanto isso, a Klabin (KLBN11) apresenta maior exposição a chuvas intensas no Paraná. Dessa forma, o JPMorgan considera a Suzano mais preparada para atravessar um cenário climático adverso e capturar uma eventual valorização da commodity.