
- Aeronaves ficaram isentas da nova tarifa dos EUA
- Embraer reduz desvantagem frente a concorrentes
- Incertezas regulatórias ainda persistem
A Embraer (EMBJ3) pode ganhar fôlego no mercado americano após mudanças no regime tarifário dos Estados Unidos. O novo decreto da Casa Branca isentou aeronaves, motores e peças aeroespaciais da tarifa global anunciada recentemente.
Com isso, a fabricante brasileira reduz uma desvantagem competitiva que enfrentava no maior mercado de aviação privada do mundo. Ainda assim, especialistas pedem cautela diante de incertezas regulatórias.
O que mudou na prática
O governo americano excluiu o setor aeroespacial da tarifa temporária prevista na Seção 122 da Lei de Comércio. Portanto, jatos comerciais e executivos entram nos EUA sem o adicional anunciado.
Antes, importadores de aeronaves da Embraer pagavam taxa de 10%. Enquanto isso, concorrentes europeus e canadenses já operavam com isenção em diversos casos.
Assim, a mudança melhora a posição competitiva da empresa. Além disso, companhias aéreas americanas podem acelerar entregas de jatos regionais.
Por que ainda há incerteza
Advogados do setor alertam que outras investigações comerciais seguem em curso. O governo também analisa possíveis medidas sob a Seção 232, ligada à segurança nacional.
Ao mesmo tempo, tarifas sobre aço e alumínio continuam elevando custos da indústria. Isso pode pressionar margens mesmo com a isenção para aeronaves.
Portanto, o mercado enxerga uma janela de oportunidade, mas ainda acompanha o cenário político. A duração dessa vantagem dependerá das próximas decisões da Casa Branca.