
- Queda de juros tende a favorecer fortemente o varejo em 2026
- Banco indica SMFT3, RADL3, ALPA4 e CEAB3 como principais apostas
- Consumo resiste, mas endividamento das famílias segue alto
O UBS BB vê 2026 como um ano decisivo para o varejo brasileiro. Segundo o banco, o setor começa uma transição entre juros ainda elevados e uma retomada gradual do consumo.
Embora o mercado já espere queda da taxa básica, os analistas afirmam que os preços das ações ainda não refletem totalmente o ciclo de cortes, o que pode abrir espaço relevante de valorização.
O que vai mover o consumo
O banco projeta massa salarial de R$ 4,2 trilhões, sustentada por benefícios sociais e pela nova faixa de isenção do imposto de renda. Assim, o consumo tende a continuar resiliente, porém em ritmo mais moderado.
Por outro lado, o endividamento preocupa. A dívida das famílias permanece perto de 49% da renda e cerca de 29% do orçamento mensal já é destinado ao pagamento de crédito, sobretudo no cartão.
Ainda assim, historicamente o varejo costuma reagir forte quando os juros caem. Em ciclos de afrouxamento monetário, o setor supera o Ibovespa em mais de 38 pontos percentuais, reforçando a tese positiva.
Ações favoritas do banco
Entre as recomendações, aparecem SMFT3, RADL3, ALPA4 e CEAB3. A escolha reflete empresas com crescimento estrutural, eficiência operacional e capacidade de repassar preços.
A Smart Fit (SMFT3) lidera as apostas, com expectativa de crescimento de 30% no lucro por ação. Já a RD Saúde (RADL3) deve capturar o avanço dos medicamentos para perda de peso após o fim da patente da semaglutida.
A Alpargatas (ALPA4) pode ganhar margem com queda de commodities, enquanto a C&A (CEAB3) é vista como oportunidade de valor, negociando perto de 7 vezes o lucro projetado para 2026.