Leitura estratégica

Vale (VALE3) cai após disparada no ano: investidores embolsam lucros mesmo com balanço forte

Após alta de cerca de 24% em 2026, ação recua com ajuste técnico e pressão do minério, apesar de Ebitda acima do esperado.

mineradora vale
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  • Baixas contábeis causaram o prejuízo de US$ 3,8 bilhões, e não uma piora operacional
  • Ebitda superou expectativas com vendas fortes e redução de custos
  • Queda das ações reflete realização e recuo do minério, não deterioração estrutural

A Vale (VALE3) reportou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no 4T25, mais de cinco vezes superior ao resultado negativo de um ano antes. Ainda assim, o mercado não reagiu com pânico.

Isso porque o número foi pressionado por baixas contábeis bilionárias, enquanto o Ebitda superou expectativas e reforçou a resiliência operacional da mineradora.

O que pesou no prejuízo?

A última linha foi impactada por impairments de US$ 3,5 bilhões em ativos de níquel no Canadá e por baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido. Portanto, o efeito foi essencialmente contábil.

Ao excluir itens não recorrentes, o lucro líquido proforma somou US$ 1,5 bilhão, alta de 68% na comparação anual. Além disso, a geração operacional mostrou força.

O Ebitda ajustado atingiu cerca de US$ 4,6 bilhões, acima das projeções, impulsionado por maiores volumes de minério de ferro e cobre, melhora de custos e receitas de subprodutos.

Então por que a ação caiu?

Mesmo com números operacionais sólidos, a ação recuou. Primeiro, investidores realizaram lucros após forte alta em 2026. Além disso, o minério de ferro caiu no exterior, pressionado por dados fracos da China.

A dívida líquida expandida recuou para US$ 15,6 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre ficou próximo de US$ 1,7 bilhão, reforçando disciplina financeira.

Assim, analistas mantêm visão construtiva, citando yield de FCF estimado em 8% para 2026 e potencial de revisões positivas nas projeções.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.