
- Impairment de US$ 3,5 bilhões no níquel no Canadá
- Baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido
- Provisões adicionais ligadas à Samarco pressionaram o resultado
A Vale (VALE3) reportou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no 4T25, mesmo com bom desempenho operacional. O número chamou atenção porque contrasta com volumes sólidos de minério de ferro e cobre no período.
Embora a mineradora tenha mantido receita resiliente, o resultado final sofreu forte impacto de ajustes contábeis relevantes. Por isso, o mercado passou a avaliar a qualidade do lucro e os efeitos extraordinários do trimestre.
Impairment no níquel puxou a maior parte do impacto
O principal fator foi o impairment de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá. A companhia revisou as premissas de preço de longo prazo do metal, o que reduziu o valor recuperável dos ativos.
Além disso, a empresa reconheceu baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias, ampliando o impacto contábil no trimestre.
Também pesaram provisões adicionais ligadas à Samarco, incluindo US$ 449 milhões relacionados a obrigações da ação no Reino Unido.
Custos e câmbio também pressionaram
O trimestre ainda refletiu real mais fraco, o que elevou o custo C1 em dólar. Como resultado, as despesas operacionais subiram na comparação anual.
Apesar disso, o desempenho de vendas permaneceu consistente, o que sustentou o Ebitda ajustado em nível sólido.
Assim, o prejuízo decorreu majoritariamente de efeitos não recorrentes e ajustes contábeis, e não de deterioração operacional estrutural.