
- VALE3 sobe 26% no ano após alta de 53% em 2025
- Goldman mantém compra e preço-alvo de US$ 18 por ADR
- Investidores globais preferem ação mesmo após rali forte
A Vale (VALE3) já acumula alta de 26% em 2026, após avançar 53% em 2025, e mesmo assim segue no radar de investidores globais. Embora parte do mercado questione o fôlego do rali, o Goldman Sachs mantém visão construtiva.
O banco reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 18 por ADR até o fim de 2026, e avalia que ainda há espaço para reclassificação. Assim, o fluxo estrangeiro continua sustentando a tese.
Metais básicos e desconto chamam atenção
Segundo o Goldman, a melhora no cenário de metais básicos e a exposição ao cobre reforçam o interesse pela mineradora. Além disso, grandes produtoras de cobre negociam com prêmios elevados, o que direciona parte da demanda para empresas diversificadas.
Mesmo após reduzir o diferencial, a Vale ainda negocia com desconto entre 4% e 10% frente aos pares, o que mantém a ação competitiva. Portanto, investidores globais enxergam melhor relação risco-retorno no papel.
A companhia também projeta dobrar a produção de cobre até 2035, movimento que amplia sua presença em metais industriais. Ainda que esse crescimento não esteja totalmente precificado, ele fortalece a narrativa estrutural.
Fluxo estrangeiro versus visão local
De acordo com o banco, investidores estrangeiros valorizam o cenário atual e veem o carry trade como atrativo. Em contrapartida, investidores locais seguem mais cautelosos diante dos juros elevados no Brasil.
Além disso, o rendimento do fluxo de caixa livre, estimado em 8% a preços spot e 7% normalizado, é visto por parte do mercado doméstico como pouco empolgante. Mesmo assim, o fluxo internacional sustenta a demanda.
Com a visão menos negativa para o minério de ferro neste ciclo, o Goldman entende que o papel pode continuar capturando interesse global. Assim, o debate agora gira em torno de quanto espaço ainda resta para a ação.