
- Vale (VALE3): UBS BB passou a ter visão neutra.
- Banco vê preços sustentados por fretes elevados e não por demanda forte.
- Produção de aço na China segue sem recuperação relevante.
A Vale (VALE3) perdeu espaço entre as preferências do UBS BB após a mudança de cenário provocada pela crise no Oriente Médio. Em novo relatório, o banco passou a adotar uma visão mais cautelosa para o minério de ferro e classificou a ação como neutra.
Segundo os analistas, a sustentação recente dos preços não reflete uma recuperação da atividade econômica mundial, mas sim o aumento dos custos logísticos e operacionais da indústria.
Fretes sustentam minério
O minério de ferro segue negociado próximo de US$ 101 por tonelada, mas o UBS BB avalia que essa sustentação ocorre por fatores temporários.
Os custos de transporte marítimo dispararam após a escalada dos conflitos na região do Oriente Médio. Na rota entre Brasil e China, os fretes passaram de cerca de US$ 20 para US$ 35 por tonelada.
Ao mesmo tempo, a produção de aço na China continua sem sinais consistentes de recuperação, limitando perspectivas mais otimistas para a demanda por minério.
Banco prefere exposição diferente
Apesar da geração de caixa robusta da Vale (VALE3), o UBS BB considera que o papel já negocia em níveis considerados justos.
O banco destaca que a companhia apresenta retorno de fluxo de caixa livre próximo de 9%, patamar semelhante ao observado em grandes concorrentes globais.
Nesse contexto, a instituição demonstra preferência por empresas mais expostas a minerais ligados à transição energética, reduzindo o entusiasmo com o minério de ferro tradicional.