
- VALE3 tem operações suspensas no Complexo Fábrica, em Ouro Preto
- Justiça exige plano emergencial em cinco dias
- Descumprimento pode gerar multa de até R$ 10 milhões
A Justiça de Minas Gerais determinou a suspensão imediata das operações da Vale (VALE3) no Complexo Fábrica, em Ouro Preto, após vazamentos ocorridos em janeiro.
A decisão condiciona a retomada das atividades à comprovação técnica da segurança das estruturas, atendendo parcialmente a pedido do Ministério Público de Minas Gerais e do Estado.
Paralisação e exigências
A decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública obriga a Vale a paralisar todas as operações minerárias até apresentar laudos que comprovem estabilidade.
Além disso, a Justiça determinou a entrega de um Plano de Ações Emergenciais em cinco dias, com medidas de contenção, limpeza e monitoramento ambiental.
Desse modo, caso a empresa descumpra as ordens, poderá sofrer multa diária de R$ 100 mil, limitada inicialmente a R$ 10 milhões.
Vazamento e contexto
Os vazamentos ocorreram em 25 de janeiro, nas minas Fábrica e Viga, atingindo rios e córregos da região de Congonhas.
Ademais, após o episódio, o governo de Minas Gerais multou a Vale em R$ 1,7 milhão, enquanto órgãos ambientais seguem investigando as causas.
Até agora, a empresa não comentou a decisão judicial. Em notas anteriores, afirmou que controlou a situação e que não houve impacto às comunidades.