
- Receita e EBITDA superaram estimativas no 4º trimestre
- Margem expandiu para 42,9% com controle de custos
- Dividend yield projetado pode chegar a 6,6% em 2026
As ações da Vivo (VIVT3) avançaram cerca de 3% após a divulgação do balanço do quarto trimestre. A companhia apresentou números acima das estimativas e reacendeu o interesse dos investidores.
O mercado reagiu principalmente ao crescimento consistente de receita e à expansão de margem. Além disso, o anúncio de um novo programa de recompra reforçou a percepção de disciplina financeira.
O que chamou atenção no resultado
A receita de serviços cresceu 7% na comparação anual, enquanto o EBITDA avançou 8,1% e superou as projeções. Com isso, a margem EBITDA subiu para 42,9%, alta de 40 pontos-base.
Ao mesmo tempo, a empresa manteve controle de despesas e diluiu custos operacionais. Parte do desempenho também contou com venda de ativos e efeitos contábeis positivos.
Apesar disso, analistas destacam que a ação já acumula valorização relevante no ano. Portanto, parte do bom momento operacional pode já estar refletida no preço.
Dividendos e geração de caixa no foco
A companhia anunciou um programa de recompra de até R$ 1 bilhão, equivalente a cerca de 0,8% do valor de mercado. Esse movimento tende a sustentar o papel no curto prazo.
Além disso, bancos projetam distribuição de até R$ 8,7 bilhões em 2026, o que implica dividend yield entre 6,4% e 6,6%. Nesse cenário, o fluxo de caixa forte permanece como principal atrativo.
Por outro lado, analistas alertam que o valuation ficou mais apertado após a alta recente. Ainda assim, a combinação de crescimento acima da inflação e capex estável mantém a tese defensiva.