
- Aquisição da Vital gerou cerca de R$ 3 bilhões em valor
- Ebitda combinado pode chegar a R$ 1 bilhão
- Biometano e créditos de carbono são os grandes gatilhos
A Orizon (ORVR3) entrou no radar do mercado após a XP classificar a ação como potencial tenbagger. No jargão financeiro, isso significa multiplicar o valor investido por dez ao longo dos anos.
O gatilho foi a compra da Vital Engenharia Ambiental, operação que transformou a companhia na maior gestora de resíduos da América Latina e, segundo a XP, criou cerca de R$ 3 bilhões em valor para os acionistas.
O que mudou com a aquisição
A integração ampliou a escala operacional da empresa. A companhia combinada passou a atender cerca de 40 milhões de pessoas em 15 estados.
Com isso, o Ebitda pro forma pode atingir aproximadamente R$ 1 bilhão, elevando o poder de geração de caixa e a capacidade de novas aquisições.
Além disso, a estrutura integrada de coleta, tratamento e destinação cria contratos mais longos e previsíveis, aumentando a estabilidade das receitas.
Onde está o potencial de crescimento
A XP vê uma avenida de expansão em biometano e créditos de carbono. Esses mercados crescem com a agenda de descarbonização das empresas.
Além disso, a empresa também se posiciona como parceira de grandes multinacionais que precisam reduzir emissões, o que pode gerar demanda estrutural por décadas.
Por isso, o banco reiterou recomendação de compra e elevou o preço-alvo para R$ 97,50 em 2026.
Por que o mercado ainda não precificou
Apesar da expansão, parte dos investidores ainda trata o setor como infraestrutura tradicional. Isso reduz temporariamente os múltiplos negociados.
No entanto, a monetização de gás renovável e carbono pode mudar essa percepção e reclassificar a companhia como empresa ambiental e energética.
Em suma, se essa mudança ocorrer, analistas acreditam que a reprecificação do papel pode ser significativa.