
Resumo
- Jaques Wagner tentou vender um terreno de R$ 15,8 milhões um dia após ser alvo da PF.
- O cartório bloqueou a transferência após receber ordem de indisponibilidade de bens do STF.
- O caso amplia a pressão política sobre um dos principais aliados do presidente Lula.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, tentou concluir a venda de um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões apenas um dia depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o caso Banco Master. A tentativa, porém, acabou frustrada por um bloqueio determinado pelo cartório responsável pelo registro do imóvel.
Segundo a apuração, o cartório recebeu a tempo uma ordem de indisponibilidade de bens expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), impedindo que a transferência fosse concluída. O episódio amplia a pressão política sobre um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Venda foi interrompida por bloqueio judicial
O terreno, localizado na Região Metropolitana de Salvador, estava sendo negociado por R$ 15,8 milhões. A documentação para a transferência foi apresentada um dia após a operação da PF, mas o registro acabou barrado antes da conclusão do negócio.
A medida ocorreu porque o cartório foi notificado sobre a decisão do STF que determinou o bloqueio patrimonial dos investigados no âmbito da operação. Com isso, a venda não pôde ser efetivada.
A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master. Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que não praticou atos ilegais.
Caso aumenta desgaste para o governo
O episódio ocorre em um momento de forte pressão sobre o governo Lula, já que Jaques Wagner exerce a função de articulador político da administração federal no Senado e é um dos nomes mais influentes do PT no Congresso.
A tentativa de venda do imóvel logo após a operação da PF deve aumentar a pressão da oposição, que promete explorar politicamente o caso e cobrar explicações sobre a movimentação patrimonial do senador.
Em nota divulgada anteriormente sobre a investigação, a defesa de Jaques Wagner afirmou que o senador é inocente, contestou as medidas determinadas pela Justiça e sustenta que não houve qualquer favorecimento ou recebimento de vantagens ilícitas.