Pressão sindical

Aumento da greve na Petrobras (PETR4) acende alerta de acionistas

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  • Greve já atinge 24 plataformas e 8 refinarias da Petrobras
  • Estatal diz que produção e abastecimento seguem normais
  • Norte Fluminense concentra maior impacto, com 22 plataformas

A greve nacional dos trabalhadores da Petrobras (PETR3; PETR4) ganhou novas adesões no segundo dia do movimento.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a paralisação já alcança 24 plataformas de petróleo e oito refinarias em diferentes regiões do país.

Norte Fluminense concentra maior adesão

O foco da greve segue no Norte Fluminense, onde o impacto cresceu de forma relevante.

Na Bacia de Campos, o número de plataformas envolvidas subiu de 15 para 22 unidades.

Além disso, trabalhadores solicitaram desembarque, o que aprofundou o efeito operacional, segundo a FUP.

Refinarias ampliam alcance nacional

Com as novas adesões, a greve passou a atingir oito refinarias.

Entre os destaques estão a Lubnor, no Ceará, e o corte de rendição na Refap, no Rio Grande do Sul.

Antes disso, o movimento já havia alcançado Regap, Reduc, Replan, Recap, Revap e Repar, reforçando o caráter nacional da paralisação.

Outras unidades também entram no movimento

Além das refinarias e plataformas, a greve avançou sobre outras áreas da companhia.

A FUP cita adesões em termelétricas, usinas de biodiesel, campos terrestres e bases administrativas.

Também participam trabalhadores de nove unidades da Transpetro, subsidiária de logística da estatal.

Petrobras diz que produção segue normal

Em nota, a Petrobras afirmou que não há impacto na produção de petróleo e derivados.

Ademais, segundo a empresa, medidas de contingência foram adotadas para manter as operações.

Portanto, a estatal reforçou que o abastecimento ao mercado está garantido.

Negociação do acordo coletivo

De acordo com a Petrobras, as negociações do acordo coletivo de trabalho estão em curso desde agosto.

Além disso, a empresa informou que apresentou uma nova proposta na última terça-feira.

Por fim, a FUP ainda afirma que a greve reflete insatisfação generalizada com a postura da estatal nas negociações.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.