
Resumo da notícia:
- Corecon-SP defende autonomia e proteção institucional do Banco Central
- Conselho alerta que ataques à autoridade monetária elevam riscos econômicos
- Entidade cobra supervisão mais ampla sobre instituições fora do radar regulatório
O Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo (Corecon-SP) divulgou um comunicado público em defesa da institucionalidade do Banco Central do Brasil, destacando que a preservação de sua autonomia, estabilidade jurídica e credibilidade técnica é central para o funcionamento da economia e para a democracia.
Segundo o órgão, eventuais divergências sobre política monetária são legítimas, porém não podem servir de base para iniciativas que fragilizem a autoridade monetária ou comprometam a confiança no sistema financeiro nacional.
Defesa institucional e riscos ao sistema
O Corecon-SP afirma que o posicionamento decorre do dever ético da profissão do economista, previsto no Juramento do Economista, que impõe a defesa do interesse público, da estabilidade econômica e das instituições do Estado.
De acordo com o comunicado, o Banco Central é pilar da arquitetura estatal, sendo responsável pela proteção da poupança, mitigação de riscos sistêmicos e previsibilidade decisória, fatores que impactam diretamente toda a população.
O texto também enaltece o corpo técnico da autarquia, formado majoritariamente por servidores concursados, destacando a atuação durante a crise financeira de 2008–2009 e a pandemia da Covid-19, além do papel do BC em inovações como o Pix e o Drex.
Supervisão, pressão política e cenário internacional
O conselho ressalta que o Banco Central já possui prerrogativas constitucionais suficientes para regular e fiscalizar o sistema financeiro, mas defende a ampliação da supervisão sobre instituições que hoje estão fora do escopo regulatório e que vêm apresentando irregularidades relevantes.
O Corecon-SP também alerta para um ambiente internacional de pressão política sobre bancos centrais, citando exemplos recentes no exterior, e afirma que o Brasil deve seguir o caminho oposto, fortalecendo a boa técnica e a institucionalidade.
Por fim, o órgão reafirma que o Banco Central deve atuar como instituição de Estado, com transparência, previsibilidade, accountability e submissão ao controle democrático do Senado Federal.