
- FGC deve votar plano para recompor liquidez nesta semana
- Antecipação de contribuições e taxa extra estão no centro da proposta
- Caso Master segue pressionando o sistema de garantia
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deve votar nesta semana um plano para recompor seu caixa após as liquidações do grupo Master.
A estimativa é levantar cerca de R$ 50 bilhões, valor necessário para cobrir ressarcimentos já realizados e reforçar a liquidez diante de possíveis novos desdobramentos.
Antecipação de contribuições e taxa extra
A proposta prevê a antecipação das contribuições ordinárias dos bancos associadas referentes a 2026, 2027 e 2028.
O plano divide os adiantamentos em três etapas, começando ainda em 2026, com repasses remunerados pela taxa Selic.
Além disso, o FGC avalia instituir uma contribuição extraordinária de 0,06% ao ano, com prazo indeterminado, enquanto durar a recomposição.
Impacto do caso Master pressiona o fundo
A liquidação do Banco Master, do Banco Master de Investimentos, do Letsbank e do Will Bank gerou uma previsão de ressarcimento de R$ 46,9 bilhões.
Porém, o valor pode superar R$ 50 bilhões, considerando empréstimos ao grupo e riscos de novas conexões com instituições investigadas.
Em paralelo, o FGC discute com o Banco Central do Brasil o uso do compulsório para facilitar os repasses, mas ainda não há decisão final.