
- Quebra de sigilos inclui movimentações financeiras desde 2022
- Depoimento de testemunha originou o pedido da comissão
- Defesa nega participação no esquema investigado
A CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A comissão quer analisar movimentações entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.
A decisão elevou a pressão política sobre o caso. Ao mesmo tempo, a defesa declarou que ele não participou de desvios e não recebeu recursos ilegais.
Motivos da investigação
O relator apresentou o requerimento após a comissão receber depoimentos enviados pela Polícia Federal. Uma testemunha relatou repasses feitos por um empresário ligado ao esquema investigado.
De acordo com o relato, teriam ocorrido transferências mensais próximas de R$ 300 mil, além de um pagamento maior sob verificação. Entretanto, os investigadores ainda precisam confirmar as informações.
Logo após a votação, parlamentares discutiram intensamente. Por isso, a sessão registrou tumulto e a transmissão oficial acabou interrompida.
Próximos passos
A comissão também aprovou a convocação de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor relacionado ao senador Weverton Rocha, para prestar esclarecimentos.
Além disso, os senadores querem entender a ligação entre operadores do esquema e agentes políticos. A apuração inclui viagens compartilhadas e contatos entre investigados.
Enquanto isso, os advogados de Lulinha reforçaram que não existe relação com as fraudes do INSS. Segundo a defesa, ele não recebeu valores e não participou do esquema.