Pressão sistêmica

Quebras bancárias pressionam FGC e conta já passa de R$ 50 bilhões

Liquidação do Banco Pleno se soma a Master e Will Bank e eleva custo de ressarcimentos.

Foto: Divulgação/FGC
Foto: Divulgação/FGC
  • Ressarcimentos do FGC superam R$ 50 bilhões após novas liquidações
  • Pleno adiciona R$ 4,9 bilhões e 160 mil credores ao processo
  • Bancos estudam antecipar contribuições e elevar pagamentos ao fundo

A liquidação do Banco Pleno ampliará o custo total de garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para acima de R$ 50 bilhões. O valor inclui também os reembolsos ligados ao conglomerado Master e ao Will Bank.

Só o Pleno adiciona cerca de R$ 4,9 bilhões em depósitos protegidos, distribuídos entre aproximadamente 160 mil credores.

De onde vem a conta bilionária

O impacto principal ainda vem do caso Master. O fundo já contabiliza R$ 40,6 bilhões em garantias relacionadas ao banco e mais R$ 6,3 bilhões ligados ao Will Bank.

Somados, os três eventos elevam o total para R$ 51,8 bilhões em pagamentos. Mesmo assim, a cifra não considera linhas emergenciais usadas anteriormente pelo fundo.

Atualmente, o FGC possui cerca de R$ 160 bilhões em patrimônio, com aproximadamente R$ 125 bilhões disponíveis para uso imediato.

Como os bancos vão recompor o fundo

Para recompor o caixa, as instituições financeiras discutem antecipar contribuições. O plano prevê o adiantamento equivalente a cinco anos de pagamentos ao fundo.

Depois disso, haveria novas antecipações em 2027 e 2028. Além disso, os bancos avaliam um aumento extraordinário entre 30% e 60% nas contribuições mensais.

Outra possibilidade envolve usar recursos de compulsórios bancários, mas a medida ainda depende de autorização do Banco Central.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.