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Selic cai para 10,5% ao ano, com corte menor

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O novo nível da Selic é o mais baixo desde Dezembro de 2021.

Na quarta-feira (08), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) realizou um novo corte, após fazer a redução da taxa Selic em 0,5 ponto percentual por 06 vezes consecutivas. A queda, que foi de 0,25 ponto percentual (p.p.), levou a Selic de 10,75% ao ano (a.a.) para 10,5% a.a.

A alteração da taxa muda o rendimento de diversos investimentos atrelados à Selic, que passam a oferecer uma rentabilidade menor. No entanto, os investimentos de renda fixa seguem entregando ganhos acima da inflação e retorno maior que o da poupança.

De acordo com informações do economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a opção pelo corte de 0,25 pp ocorre após seis reduções consecutivas de 0,50 pp desde o início do ciclo de alívio da Selic, em Agosto do ano passado e não era consenso entre os analistas do mercado financeiro a redução dos juros para 0,25 p.p.

“Alguns esperavam que o Colegiado mantivesse o ritmo dos meses anteriores. Inclusive, em sua última reunião, realizada em março/24, o Copom sinalizou um novo recuo de 0,5 p.p.. Mas deixou claro que, para isso, o cenário precisaria estar de acordo com o aguardado”, apontou a economista Ieda Vasconcelos.

Segundo Ieda, as incertezas no cenário doméstico e internacional podem ter contribuído para o menor ritmo de queda dos juros e apontou com otimismo o aumento de 1,42% no 1º trimestre de 2024, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Em comunicado, foi informado que a decisão não foi unânime entre os nove membros do comitê, colocando em lados opostos os diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Gabriel Galípolo, Paulo Picchetti, Ailton Aquino e Rodrigo Teixeira) e os componentes que estavam na gestão Jair Bolsonaro, incluindo o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Para 2025 as estimativas para o IPCA estão ganhando força e o o Copom citou que “o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade e expectativas desancoradas demandam maior cautela”.

Inflação

Na ata da última reunião, em Março, o Copom informou que mudou a forma de comunicar os próximos cortes para dar mais flexibilidade ao Banco Central. Até janeiro, o Copom informava que reduziria a Selic em 0,5 ponto pelo menos mais três vezes. Agora, o órgão informou apenas que cortaria os juros básicos na mesma magnitude no encontro de Maio.

Na ocasião, o Copom informou que cumpriu o papel “de coordenar as expectativas, aumentar a potência de política monetária e reduzir a volatilidade”. No entanto, ressaltou que a deterioração da conjuntura internacional tornou mais incerto o cenário para a queda da inflação, não apenas no Brasil, mas em diversos países. A perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos e a guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas dificultam a tarefa do BC de baixar os juros em 0,5 ponto por longo tempo.

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