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Vendas da Braskem caem 9% no 4T23

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Conforme o relatório de performance da Braskem (BRKM5) publicado na segunda-feira (19), as vendas da Braskem caíram 9% no 4T23 em comparação ao mesmo período do ano anterior, somando 785 mil toneladas. No último trimestre de 2023, a maioria dos preços dos produtos químicos no mercado mundial subiu em comparação com o trimestre anterior. No entanto, esses aumentos ainda estavam em níveis historicamente baixos devido à fase atual do ciclo da indústria química. Alguns pontos positivos foram observados no relatório, como: o aumento de 10% no preço do polietileno produzido a partir de etano, o aumento no preço do propeno nos Estados Unidos, favorecendo a rentabilidade de produtores que têm flexibilidade na compra do insumo.

Desempenho Operacional

Em relação ao desempenho operacional, as fábricas da empresa e da indústria em geral operaram em níveis abaixo da média histórica devido ao desequilíbrio entre a oferta e demanda global. Além disso, a taxa de utilização no Brasil foi afetada por uma parada programada para manutenção no complexo petroquímico da Bahia. No entanto, houve uma recuperação nos níveis de produção no México, o que foi positivo, considerando que no trimestre anterior a produção tinha sido impactada por uma parada não planejada.

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Ao longo do ano, a quantidade de resinas vendidas pela Braskem no mercado brasileiro diminuiu em 5%. Isso se deveu à ampliação da oferta de produtos no mercado internacional, combinada com a decisão da Braskem de priorizar a venda de produtos com maior valor agregado.

Queda nas vendas no mercado interno no 4T23

No Brasil, as vendas dos principais produtos químicos da Braskem, como eteno, propeno, butadieno, cumeno, gasolina, benzeno, tolueno e paraxileno, diminuíram 15% em comparação com o ano anterior. No entanto, em relação ao trimestre anterior, houve um aumento de 2%, devido à normalização da produção de alguns clientes que haviam parado suas operações nos últimos meses, explicou a empresa.

Ao longo do ano, as vendas de produtos químicos da Braskem no mercado brasileiro foram 17% menores. Isso aconteceu devido ao desequilíbrio entre oferta e demanda global, bem como à diminuição nas vendas de gasolina devido à menor disponibilidade do produto para venda.

Por outro lado, as exportações dos principais produtos químicos no quarto trimestre aumentaram em 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 81 mil toneladas. Esse aumento ocorreu devido a melhores oportunidades comerciais no mercado internacional de combustíveis.

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Petrobras quer dividir gestão da Braskem com novo sócio, diz Prates

por Agência Brasil 20/02/2024

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, voltou a manifestar nesta terça-feira (20) interesse da companhia em dividir a gestão da petroquímica Braskem.

A petrolífera detém 36,1% do capital total da petroquímica. Já a Novonor (ex-Odebrecht) tem 38,3% do capital. A Novonor se encontra em recuperação judicial e precisa vender sua parte na Braskem para pagar dívidas estimadas em cerca de R$ 15 bilhões.

Segundo Prates, a Petrobras, neste momento, é uma observadora do processo, não sendo vendedora ou compradora da parte da Novonor.

“Nós estamos observando o processo e tentando, em algumas conversas, paralelamente, sem influenciar o processo, conhecer quais são os potenciais parceiros que poderão ser nossos sócios, em igualdade de condições no novo arranjo societário”, disse.

Na semana passada em visita à Índia e ao Oriente Médio, Prates reuniu-se com a Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc), empresa  interessada em ingressar no controle acionário da Braskem.

“A conversa com a Adnoc é uma conversa geral com a Petrobras sobre várias coisas, inclusive a petroquímica. E aí entra a Braskem, porque eles fizeram uma proposta pela Braskem. Mas é uma conversa de futuro. São conversas, realmente, de alto nível com muita inteligência, voltada para o futuro”, afirmou, acrescentando que cabe à Novonor falar publicamente sobre negociações.

O presidente da petrolífera reconhece que a Petrobras pode ser um elemento decisivo para um desfecho do negócio, porém não pretende exercer o direito de preferência, e sim ter um novo sócio.

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