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R$ 525 bilhões: Petrobras bate máxima histórica

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No pregão da última sexta (26/01) a Petrobras, uma das maiores empresas petrolíferas do Brasil e do mundo, alcançou um marco histórico em sua trajetória no mercado financeiro. A empresa registrou um novo recorde em valor de mercado, atingindo a impressionante marca de R$ 525,6 bilhões na Bolsa de Valores do Brasil, a B3. Esse valor supera o recorde anterior da companhia, que era de R$ 525 bilhões, registrado em outubro do ano passado.

O aumento no valor de mercado da Petrobras não ocorre em um vácuo. Ele acompanha de perto a trajetória ascendente do preço do petróleo no mercado global. Na mesma quinta-feira em que a Petrobras alcançou seu novo recorde, o preço do barril do tipo Brent, um dos principais indicadores do mercado internacional de petróleo, ultrapassou a barreira dos US$ 80, com uma valorização de quase 2%. Esse aumento nos preços do petróleo tem sido impulsionado por uma série de fatores globais, incluindo tensões geopolíticas e a recuperação econômica pós-pandemia, que elevaram a demanda por energia.

A escalada no valor de mercado da Petrobras tem sido motivo de comemoração dentro da empresa. No início da semana, antes mesmo do recorde ser batido, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, já havia celebrado o fato de o valor de mercado da empresa ter ultrapassado a marca dos US$ 100 bilhões, colocando-a à frente de gigantes internacionais como a britânica BP. Este feito é significativo, considerando o cenário competitivo e desafiador do setor de energia e petróleo a nível global.

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O desempenho recente da Petrobras no mercado financeiro reflete não apenas as condições favoráveis do mercado de petróleo, mas também esforços internos da empresa para aumentar sua eficiência e rentabilidade. Nos últimos anos, a Petrobras tem implementado uma série de reformas e iniciativas para melhorar sua gestão, reduzir custos e focar em atividades mais lucrativas. Essas medidas incluem a venda de ativos não essenciais e a concentração em projetos de exploração e produção de petróleo em águas profundas, onde a empresa tem vantagens competitivas.

Além disso, a Petrobras tem feito investimentos significativos em tecnologia e inovação, buscando aumentar a eficiência de suas operações e reduzir o impacto ambiental de suas atividades. A empresa tem sido uma líder global em tecnologia de exploração em águas profundas, e seus esforços nessa área têm contribuído para o aumento de suas reservas e produção.

Preço-alvo 2024

A explicação para o desempenho superior das ações preferenciais da Petrobras, que avançaram cerca de 0,5% em dólares no mês de janeiro, não se restringe apenas à alta nos preços do petróleo. Segundo análises do BTG Pactual, outros fatores contribuíram para esse avanço. Entre eles, destaca-se o arrefecimento dos principais riscos e a crescente confiança dos investidores na capacidade da Petrobras de entregar retornos elevados em 2024, por meio de dividendos e recompras de ações.

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A instituição financeira BTG Pactual, ao atualizar as ações da Petrobras para “compra” em agosto passado, destacou a subestimação dos mecanismos de defesa oferecidos pelo estatuto da empresa e pela lei das estatais, enfatizando que os riscos para o balanço da empresa e seu potencial de geração de caixa no curto prazo foram significativamente menores. Essa visão permanece inalterada, reforçada pela capacidade da Petrobras de aumentar os preços dos combustíveis quando necessário, pagar dividendos conforme sua política e recomprar ações.

Além disso, a Petrobras continua sendo uma referência em termos de pagamento de dividendos. Em 2023, os preços do diesel ficaram em média alinhados com a paridade de importação, enquanto a gasolina ficou 14% abaixo, devido à menor dependência do Brasil das importações do combustível. Essa tendência deverá se manter, apoiando os dividendos estimados de US$ 3,6 bilhões para o quarto trimestre de 2023 e US$ 12,2 bilhões para 2024. O BTG Pactual ainda projeta dividendos extraordinários de US$ 7,1 bilhões com base nos resultados do ano fiscal de 2023 e US$ 4,3 bilhões adicionais para 2024, totalizando US$ 11,4 bilhões nos próximos cinco resultados trimestrais. Isso implicaria em um dividend yield impressionante de 27%.

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No entanto, o BTG Pactual não descarta a possibilidade de a Petrobras adquirir novos ativos, o que poderia limitar o volume a ser distribuído aos acionistas. Apesar disso, a análise enfatiza que há bastante espaço para acomodar uma remuneração aos acionistas que exceda a política de distribuição atual.

Com uma recomendação de compra para as ações da Petrobras, o BTG Pactual atualizou o preço-alvo para R$ 47 e US$ 19 para o ADR (American Depositary Receipt) PBR. Essa avaliação otimista reflete a confiança contínua no desempenho da Petrobras, tanto no mercado de ações quanto na sua capacidade de gerar dividendos atrativos para os investidores, consolidando sua posição como uma das principais empresas na bolsa brasileira.

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