
- Lula avalia indicar o advogado-geral da Petrobras (PETR4) para o Ministério da Justiça
- Wellington Lima e Silva tem apoio de Jaques Wagner e Rui Costa
- Decisão deve equilibrar perfil técnico e articulação política
O Palácio do Planalto avalia anunciar ainda nesta semana o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Entre os nomes mais citados, Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras (PETR4), ganhou força nas articulações políticas.
Apesar disso, a escolha ainda não está fechada. Lula pretende ouvir ministros do Supremo Tribunal Federal e lideranças partidárias, enquanto busca um nome com perfil técnico, respaldo jurídico e capacidade de diálogo político.
Nome avança nos bastidores
Nos bastidores, o senador Jaques Wagner (PT-BA) lidera a articulação em favor de Lima e Silva. Além disso, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, também apoia a indicação, reforçando o peso do grupo baiano no processo.
Segundo aliados, o advogado reúne confiança pessoal do presidente e ampla experiência no setor jurídico do Estado. Por isso, seu nome passou a circular com mais intensidade nas últimas conversas internas.
Ainda assim, parte da base defende um nome com maior densidade política. Mesmo com essa pressão, a alternativa do ministro da Educação, Camilo Santana, perdeu força nos debates recentes.
Trajetória e perfil
Wellington César Lima e Silva construiu carreira sólida no setor público. Em 2016, chegou a ser indicado para o Ministério da Justiça, mas optou por seguir no Ministério Público após questionamentos jurídicos.

Em 2023, ele se aposentou como procurador de Justiça da Bahia e assumiu a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência. Logo depois, passou a comandar a área jurídica da Petrobras (PETR4).
No Planalto, aliados destacam seu perfil técnico, postura discreta e forte formação acadêmica. Esses fatores pesam na avaliação para a condução da pasta.