
- FGC pode chamar até R$ 30 bilhões para cobrir liquidações recentes
- ITUB4, BBDC4 e BBAS3 estão entre os bancos potencialmente afetados
- Impacto final ainda é incerto, mas grandes bancos tendem a absorver o custo
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve realizar uma chamada extraordinária de até R$ 30 bilhões para recompor seu caixa após a liquidação do Banco Master e do Will Bank, acendendo o alerta no mercado financeiro. A medida levanta questionamentos sobre possíveis efeitos nos grandes bancos do país.
Embora o impacto exato ainda não esteja definido, Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) estão entre as instituições que poderão ser chamadas a contribuir, dada sua relevância no sistema financeiro e participação no volume de depósitos cobertos pelo FGC.
Como funciona a cobrança do FGC
O FGC é mantido por contribuições periódicas dos bancos associados, calculadas com base no volume de depósitos garantidos, limitados a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição. Em situações excepcionais, como liquidações bancárias, o fundo pode antecipar ou elevar essas contribuições.
Nesse contexto, bancos com grande base de clientes de varejo tendem a ter maior participação no montante segurado, o que pode influenciar o valor a ser aportado. No entanto, a forma de cobrança — se à vista ou parcelada — ainda está em discussão.
Impacto nos grandes bancos
Apesar do volume elevado envolvido, analistas avaliam que ITUB4, BBDC4 e BBAS3 possuem capital e liquidez suficientes para absorver eventuais contribuições extraordinárias sem impacto estrutural relevante. Ainda assim, no curto prazo, o tema pode gerar ruído no mercado e volatilidade nas ações.
O mercado segue atento às definições do FGC e do Banco Central, que devem esclarecer o cronograma e os critérios finais da chamada de recursos.