
As ações da Prio (PRIO3) seguem em trajetória firme de alta, ultrapassando os R$ 48 no pregão de hoje (23/01) e entram no radar dos investidores como uma das principais apostas do setor de óleo e gás para 2026. Relatórios recentes apontam crescimento acelerado da produção, queda relevante de custos e forte geração de caixa nos próximos anos.
O otimismo ganhou força após casas globais e bancos locais revisarem projeções, destacando que a empresa está próxima de um ciclo operacional mais robusto, com novos projetos entrando em operação e potencial avanço na política de remuneração ao acionista.
Produção deve dar salto em 2026
Analistas projetam que a produção da PRIO3 pode praticamente dobrar até 2026, impulsionada pelo avanço de projetos estratégicos e pela entrada de novos poços. Esse movimento tende a elevar significativamente o volume diário de barris produzidos.
Além disso, a expectativa é de primeiro óleo em novos campos, o que reforça a visibilidade operacional da companhia. O cenário reduz incertezas e melhora a previsibilidade dos resultados.
Com maior escala, a PRIO passa a operar em um patamar mais competitivo dentro do setor, abrindo espaço para expansão de margens e maior eficiência operacional.
Custos em queda e caixa mais forte
Outro ponto central da tese otimista é a redução expressiva de custos operacionais. Projeções indicam que o OPEX pode cair perto de 50% até 2026, elevando a rentabilidade dos ativos já em operação.
A combinação de produção maior com custos menores fortalece a geração de caixa livre, o que amplia a capacidade de investimento e reduz riscos financeiros.
Esse cenário também aumenta a flexibilidade estratégica da companhia, permitindo acelerar projetos, reduzir endividamento ou ampliar a remuneração aos acionistas.
Dividendos e reprecificação da ação
Com o avanço operacional, analistas avaliam que a PRIO3 pode evoluir na definição de dividendos recorrentes a partir de 2026, fator que tende a atrair investidores de perfil mais defensivo.
A leitura do mercado é de que a ação ainda não precificou totalmente o novo ciclo da companhia. Por isso, bancos enxergam potencial de reprecificação relevante ao longo dos próximos trimestres.
Segundo análise utilizando o valor justo (clássico), em método de Graham, a ação da PRIO3 pode ter um preço-alvo de R$ 87,80 em 2026, superando uma valorização de 80%,
Caso as projeções se confirmem, a Prio pode se consolidar como uma das petroleiras mais eficientes da B3, com valuation mais alinhado aos pares globais.
