
Com as eleições presidenciais de 2026 se aproximando, o cenário permanece polarizado. O presidente Lula (PT) enfrenta alta rejeição e aprovação baixa, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avança como o adversário mais competitivo, impulsionado pelo apoio de Jair Bolsonaro.
Avanço de Flávio nas pesquisas
Pesquisas recentes mostram Flávio ganhando terreno. Em levantamento da Futura/Apex, ele vence Lula no segundo turno por cerca de 6 pontos (48,1% a 41,9%). Na AtlasIntel/Bloomberg, Lula lidera o primeiro turno com 49% contra 35% de Flávio, mas a vantagem no segundo turno cai para apenas 4 pontos (49% a 45%). Outros institutos, como Genial/Quaest, colocam Lula à frente, mas com Flávio em segundo.
Jair Bolsonaro, inelegível, declarou apoio total ao filho, consolidando Flávio como principal nome da direita.
Fraqueza do PT e rejeição alta de Lula
Lula tem rejeição elevada: cerca de 49,7% dos eleitores dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Sua aprovação gira em torno de 33-47%, com desaprovação similar ou superior. O PT perde força no Nordeste, reduto tradicional da esquerda, o que pode dificultar a vitória no primeiro turno.
O voto evangélico e a fragmentação da oposição ainda favorecem Lula em alguns cenários, mas a tendência aponta para disputa apertada.
Implicações para o mercado
A incerteza eleitoral afeta investidores. Um bom desempenho econômico ajuda Lula, mas o avanço de Flávio, alinhado a políticas pró-mercado, pode atrair capital se sinalizar continuidade de reformas. Rachas no Centrão e manobras fiscais do governo também geram preocupação.
Em resumo, Lula mantém liderança em vários levantamentos, mas a alta rejeição e o crescimento de Flávio Bolsonaro indicam uma eleição imprevisível e disputada.