Cenário Global

EUA viram “emergente populista” e colocam Brasil no centro das apostas para 2026, diz Bradesco BBI

Mudança no cenário global enfraquece o excepcionalismo americano, impulsiona mercados emergentes e reforça visão positiva para ativos brasileiros.

Bolsa EUA Brasil
  • Brasil ganha destaque com enfraquecimento do excepcionalismo dos EUA e rotação global para emergentes
  • Expectativa de cortes da Selic em 2026 sustenta tese positiva para ações
  • Liquidez, valuation descontado e eleições reforçam assimetria favorável ao mercado local

O Brasil entrou no radar dos grandes investidores globais após uma virada clara no discurso sobre os Estados Unidos, agora vistos como um “emergente populista”. Segundo análise do Bradesco BBI, essa percepção acelera a rotação global para mercados emergentes e favorece países com liquidez, valuation atrativo e gatilhos domésticos claros, como o Brasil.

Com juros reais ainda elevados e a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic em 2026, o país combina estímulo monetário com o avanço do ciclo eleitoral, criando um cenário considerado assimétrico e atrativo para investidores estrangeiros.

Juros e eleições ganham protagonismo

O foco dos investidores internacionais migrou do debate sobre cortes de juros para a dinâmica eleitoral e fiscal brasileira. Ainda assim, o consenso segue apontando para um afrouxamento monetário a partir do primeiro trimestre de 2026, com redução acumulada estimada entre 200 e 300 pontos-base ao longo do ano.

Apesar das incertezas fiscais, o risco é visto como administrável, sustentado por reservas cambiais elevadas, baixo endividamento atrelado ao dólar e freios institucionais. Esse pano de fundo mantém o Brasil relevante mesmo em meio à volatilidade política.

Brasil se destaca na rotação global

A perda de força do excepcionalismo americano tende a pressionar o dólar e ampliar a busca por ativos fora dos EUA. Nesse contexto, a América Latina aparece bem posicionada, e o Brasil se destaca como mercado âncora da região, com liquidez diária próxima de US$ 3 bilhões, muito acima de outros emergentes locais.

O interesse dos investidores supera com folga o peso de cerca de 4% do Brasil no MSCI EM, impulsionado pelo valuation descontado e pelo potencial de recuperação de setores sensíveis a juros e empresas estatais.

Aposta segue em ações brasileiras

O Bradesco BBI mantém recomendação overweight para o Brasil, com foco em empresas sensíveis à queda de juros, mercado de capitais e estatais. Papéis como Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), BTG Pactual (BPAC11) e Weg (WEGE3) concentram a atenção dos investidores, especialmente diante da expectativa de um novo ciclo positivo para emergentes.

A leitura predominante é que eventuais quedas provocadas pelo ruído eleitoral podem abrir janelas de compra, reforçando a atratividade do mercado brasileiro no horizonte de 2026.

Fernando Américo
Fernando Américo

Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvolvedor Web CMS com Wordpress e busco me especializar como fullstack com Nodejs e ReactJS, além de seguir estudando e investindo em ativos digitais.

Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvolvedor Web CMS com Wordpress e busco me especializar como fullstack com Nodejs e ReactJS, além de seguir estudando e investindo em ativos digitais.