
- DASA3 acumula alta de 178%, mas entrou em fase de consolidação
- Venda de ativos e joint venture reduziram dívida e risco financeiro
- Margem Ebitda e possível M&A surgem como principais gatilhos para nova alta
As ações da Dasa (DASA3) dispararam no fim de 2025 e chegaram a acumular alta de 178%, impulsionadas por melhora operacional, avanço da margem Ebitda e pela joint venture com a Amil. Desde então, o papel entrou em movimento lateral, levantando dúvidas sobre espaço para novas valorizações em 2026.
Ainda assim, analistas avaliam que o mercado pode reprecificar a companhia caso a desalavancagem avance, a margem Ebitda se sustente e um evento de consolidação no setor volte ao radar.
Alta forte e consolidação no radar
A disparada ocorreu após o resultado do 3T25, quando a Dasa mostrou recuperação das margens e redução relevante de prejuízos. Como consequência, o mercado passou a enxergar sinais mais claros de turnaround.
No entanto, após atingir R$ 4,60 no pico, a ação passou a oscilar abaixo desse patamar. Esse comportamento indica realização de lucros depois do movimento rápido de valorização.
Para analistas, a consolidação não invalida a tese. Pelo contrário, o mercado aguarda novos dados para confirmar se a virada operacional veio para ficar.
Desinvestimentos reduzem pressão financeira
Um dos principais gatilhos recentes foi a venda do Hospital São Domingos, no Maranhão, por R$ 1,2 bilhão. A operação reduziu de forma relevante a alavancagem da companhia.
Segundo estimativas de mercado, o valor equivale a cerca de 20% da dívida líquida, representando queda superior a 0,5 vez o Ebitda dos últimos 12 meses.
Além disso, a empresa mantém outros ativos fora da joint venture com a Amil no radar de desinvestimentos, o que reforça a estratégia de arrumar a casa antes de crescer.
Margem Ebitda vira principal termômetro
O mercado agora concentra atenção na margem Ebitda, que saltou de 18,9% para 26,5% no último trimestre. O nível já se aproxima do padrão de players referência do setor.
Caso a Dasa sustente margem acima de 20% no 4T25, analistas veem aumento da confiança na reestruturação operacional.
Em um cenário de juros elevados, a geração de caixa ganha peso maior na precificação das ações, reforçando a importância da disciplina financeira.
Joint venture com a Amil muda a tese
A joint venture com a Amil reduziu a complexidade do negócio e transferiu 11 hospitais, além de parte relevante da dívida, para a nova estrutura.
Com isso, a alavancagem caiu de quase 6x Ebitda para menos de 3x no 3T25. Apesar de ainda elevada, a melhora foi significativa aos olhos do mercado.
Além disso, a Dasa passou a focar mais no core de diagnósticos, movimento visto como positivo para eficiência e rentabilidade.
Volatilidade segue alta no papel
Apesar da melhora estrutural, DASA3 continua sendo um papel volátil. A ação tem baixa liquidez e free float reduzido, o que amplia oscilações.
Gestoras grandes seguem fora do ativo, o que limita movimentos mais estáveis no curto prazo.
Assim, o investidor precisa de paciência e tolerância a ruídos, especialmente enquanto o turnaround ainda passa por validação.