Investimento externo

Por que o dinheiro estrangeiro ignora o risco fiscal e segue comprando ações no Brasil

Mesmo com Selic a 15%, incerteza fiscal e eleições no radar, UBS vê Bolsa brasileira barata e mantém otimismo com fluxo estrangeiro.

Economia Brasileira
  • UBS vê Bolsa brasileira barata, mesmo após o Ibovespa renovar máximas
  • Diversificação fora dos EUA sustenta fluxo estrangeiro para o Brasil
  • Cortes de juros e commodities reforçam tese positiva para ações

Mesmo com juros elevados, ruído fiscal persistente e eleições no horizonte, a Bolsa brasileira segue atraindo investidores estrangeiros. Segundo executivos do UBS, o mercado local ainda negocia a preços atrativos, mesmo após o Ibovespa renovar máximas históricas.

Na avaliação do banco, o Brasil combina escala, liquidez e valuation descontado, além de se beneficiar de um movimento global de diversificação fora dos Estados Unidos, o que sustenta a entrada de capital externo.

Brasil ainda parece barato ao investidor global

O UBS afirma que, mesmo aos 182 mil pontos, o Ibovespa segue negociado entre 8 e 9 vezes o lucro, abaixo da média histórica e de outros mercados emergentes. Por isso, o banco vê espaço para valorização adicional.

Além disso, o banco destaca que poucos mercados emergentes conseguem absorver grandes volumes de capital institucional. Nesse contexto, o Brasil se mantém como um dos destinos preferidos.

Segundo o UBS, esse fator estrutural pesa mais para o investidor global do que os riscos políticos de curto prazo, que seguem monitorados, mas não impedem a alocação.

Juros altos, commodities e expectativa de cortes

Outro ponto central da tese envolve a política monetária. Para o UBS, juros elevados e moeda depreciada criam um ponto de entrada atrativo para o estrangeiro.

Assim que o Banco Central iniciar o ciclo de cortes, o banco espera impacto positivo direto sobre ações, especialmente em setores mais sensíveis a juros.

Além disso, o UBS destaca que o Brasil se beneficia do cenário global de commodities, com destaque para segurança alimentar e energética, o que reforça o apelo estrutural do mercado local.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.