
- Petrobras (PETR3; PETR4) planeja 22 novos poços no Solimões a partir de 2026
- Projeto busca manter produção diante do declínio de campos maduros
- Região sustenta parte relevante do gás e da energia de Manaus
A Petrobras (PETR3; PETR4) planeja perfurar 22 novos poços de petróleo e gás natural na Bacia do Solimões, no Amazonas, a partir de 2026.
Com isso, a estatal busca compensar o declínio natural de campos maduros e manter a produção terrestre na principal reserva onshore do país.
Estratégia de perfuração
Do total previsto, 20 poços entrarão no cronograma entre 2026 e 2030, em áreas já conhecidas da bacia. Além disso, outros dois poços podem abrir novas frentes exploratórias.
Segundo a companhia, a perfuração contínua sustenta a curva de produção, já que os campos atingem pico e passam a declinar ao longo do tempo.
Ainda assim, a Petrobras admite que os resultados seguem incertos, pois a viabilidade de cada poço depende da conclusão dos trabalhos.
Produção e abastecimento
Hoje, a base de Urucu (AM) concentra cerca de 100 poços, com 75 em operação, apesar do acesso restrito e da ausência de estradas.
A produção local alcança 105 mil barris de óleo equivalente por dia, volume que representa 3,5% do consumo nacional.
Além disso, a região produz 13,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia, responsáveis por 65% da energia elétrica de Manaus.
Logística e preservação
O óleo e o GLP seguem por dutos até Coari, antes do transporte por navios e barcaças. Já o gás natural chega a Manaus por gasoduto dedicado.
A produção apresenta baixo teor de enxofre e metais, o que favorece o uso em diesel, gasolina e querosene de aviação.
Segundo a Petrobras, a operação ocupa apenas 2% da área concedida, enquanto 98% da floresta permanece preservada.