
- Reservas provadas da Petrobras sobem para 12,1 bilhões de boe em 2025.
- Taxa de reposição atinge 175%, acima do nível de conforto do mercado.
- Bancos mantêm recomendações positivas e preços-alvo próximos de R$ 44.
A Petrobras (PETR3; PETR4) encerrou 2025 com 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em reservas provadas, acima dos 11,4 bilhões de boe registrados em 2024.
O avanço fortalece a leitura positiva do mercado sobre a sustentabilidade da produção e o potencial de geração de valor da estatal no médio e longo prazo.
Reposição forte impulsiona reservas
Em 2025, a Petrobras adicionou cerca de 1,7 bilhão de boe às reservas provadas.
Com isso, a companhia atingiu uma taxa de reposição de reservas (RRR) de 175%, nível considerado robusto pelo mercado.
Desse modo, o desempenho foi puxado, sobretudo, pelos campos de Búzios, Tupi, Itapu e Mero, na Bacia de Santos, além de avanços em projetos da Bacia Sergipe-Alagoas.
Analistas veem qualidade e longevidade
O JP Morgan avaliou o resultado como positivo e reiterou recomendação overweight para a Petrobras.
Ademais, o banco manteve preço-alvo de R$ 44, destacando a consistência das adições de reservas.
Já o Morgan Stanley afirmou que a vida útil das reservas, estimada em 12,5 anos, segue atrativa mesmo após a produção recorde em 2025.
Custos baixos reforçam tese
Segundo a Genial Investimentos, os dados reforçam a qualidade do portfólio da Petrobras.
Além disso, a casa destacou a capacidade da estatal de repor reservas mesmo em ano de produção elevada.
Por fim, o baixo impacto do preço do petróleo nas reservas evidencia custos de extração reduzidos, diminuindo o risco de write-offs.