Medida cautelar

Erosão após chuvas faz MG suspender mina da Vale (VALE3)

Governo de Minas vê risco ambiental em Viga após transbordamento de água; paralisação segue sem prazo para retomada.

Erosão após chuvas faz MG suspender mina da Vale (VALE3)
  • Minas suspende mina de Viga da Vale (VALE3) após identificar erosão
  • Paralisação depende de relatórios ambientais para retomada
  • Multas somam R$ 1,7 milhão, com impacto limitado na produção

O governo de Minas Gerais determinou a suspensão cautelar da mina de Viga, operada pela Vale (VALE3), após inspeções apontarem sinais de erosão na área atingida por transbordamentos causados por fortes chuvas.

A medida ocorre depois de a própria Vale anunciar a paralisação das operações em Viga e na mina de Fábrica, que também afetaram um rio local e as atividades da CSN (CSNA3), segundo autoridades estaduais.

Suspensão depende de novos relatórios

Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, a suspensão seguirá válida até que a Vale comprove o restabelecimento do controle ambiental do projeto. Além disso, as licenças de operação foram suspensas pelo município de Congonhas.

De acordo com o superintendente Gustavo Endrigo, a empresa precisará apresentar relatórios técnicos detalhados antes de qualquer retomada. Até o momento, não há prazo definido para o retorno das atividades.

Apesar disso, analistas estimam que Viga e Fábrica representem cerca de 2% da produção anual de minério de ferro da Vale, o que tende a limitar impactos financeiros mais amplos.

Multas e impactos ambientais

O governo estadual aplicou três multas que somam aproximadamente R$ 1,7 milhão à companhia, em função dos incidentes registrados no domingo.

Além da água, rejeitos da operação em Fábrica atingiram o rio Maranhão, elevando o nível de atenção das autoridades ambientais. Ainda assim, a Vale afirma que as barragens da região permanecem estáveis e seguras.

Enquanto isso, dados da LSEG indicam previsão de novas chuvas intensas em Minas Gerais nos próximos dias, o que mantém o cenário de risco elevado.

Contexto aumenta sensibilidade do caso

O episódio ocorre em um ambiente de forte escrutínio sobre a Vale, especialmente em Minas Gerais, após os grandes desastres com barragens na última década.

Os transbordamentos aconteceram, inclusive, no aniversário do rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019, que deixou cerca de 270 mortos.

A empresa nega qualquer relação entre o incidente atual e barragens de rejeitos, e afirma que segue cooperando com as autoridades, embora não tenha comentado oficialmente o caso até o momento.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.