Vendendo papéis

Copasa (CSMG3) caminha para privatização via oferta secundária

Governo de Minas prevê venda de ações sem tranche primária e uso dos recursos para abater dívida com a União.

copasa padrao2024
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  • O governo pode privatizar a Copasa (CSMG3) por meio de uma oferta secundária
  • Recursos da venda devem abater dívida com a União
  • Investidor estratégico pode ficar com até 30% do capital

O governo de Minas Gerais propôs que a privatização da Copasa (CSMG3) ocorra por meio de uma oferta secundária de ações, sem emissão de novos papéis pela companhia.

Nesse modelo, o Estado venderá sua participação e usará os recursos para reduzir a dívida com a União, segundo documento enviado à empresa nesta quarta-feira.

Estrutura da operação

Atualmente, o governo mineiro detém 50,03% do capital da Copasa e, pela proposta, poderá vender até a totalidade dessa fatia.

Além disso, o texto prevê a possibilidade de acordo de acionistas entre o Estado e um investidor de referência, garantindo direitos de veto específicos.

Entretanto, caso o processo não atraia investidor estratégico, o governo poderá alienar 100% das ações, deixando completamente o capital da empresa.

Papel do investidor estratégico

Se houver ao menos um investidor estratégico, o Estado poderá manter participação residual de 5% na Copasa.

Nesse cenário, o investidor de referência poderá deter até 30% do capital social, com possibilidade de ampliar sua posição dentro da oferta.

Assim, a estrutura busca equilibrar controle privado e salvaguardas institucionais, ao mesmo tempo em que viabiliza a desestatização.

Cronograma e expectativa

A proposta ainda precisa ser aprovada em assembleia geral de acionistas para avançar.

Em dezembro, o governador Romeu Zema afirmou que a privatização deveria ocorrer até abril, dependendo das condições de mercado.

Segundo o governo estadual, a operação pode movimentar ao menos R$ 10 bilhões, reforçando o ajuste fiscal do Estado.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.