
- O governo pode privatizar a Copasa (CSMG3) por meio de uma oferta secundária
- Recursos da venda devem abater dívida com a União
- Investidor estratégico pode ficar com até 30% do capital
O governo de Minas Gerais propôs que a privatização da Copasa (CSMG3) ocorra por meio de uma oferta secundária de ações, sem emissão de novos papéis pela companhia.
Nesse modelo, o Estado venderá sua participação e usará os recursos para reduzir a dívida com a União, segundo documento enviado à empresa nesta quarta-feira.
Estrutura da operação
Atualmente, o governo mineiro detém 50,03% do capital da Copasa e, pela proposta, poderá vender até a totalidade dessa fatia.
Além disso, o texto prevê a possibilidade de acordo de acionistas entre o Estado e um investidor de referência, garantindo direitos de veto específicos.
Entretanto, caso o processo não atraia investidor estratégico, o governo poderá alienar 100% das ações, deixando completamente o capital da empresa.
Papel do investidor estratégico
Se houver ao menos um investidor estratégico, o Estado poderá manter participação residual de 5% na Copasa.
Nesse cenário, o investidor de referência poderá deter até 30% do capital social, com possibilidade de ampliar sua posição dentro da oferta.
Assim, a estrutura busca equilibrar controle privado e salvaguardas institucionais, ao mesmo tempo em que viabiliza a desestatização.
Cronograma e expectativa
A proposta ainda precisa ser aprovada em assembleia geral de acionistas para avançar.
Em dezembro, o governador Romeu Zema afirmou que a privatização deveria ocorrer até abril, dependendo das condições de mercado.
Segundo o governo estadual, a operação pode movimentar ao menos R$ 10 bilhões, reforçando o ajuste fiscal do Estado.