
- Petrobras adicionou 1,7 bilhão de boe em reservas em 2025, com RRR de 175%
- Relação reservas/produção de 12,5 anos sustenta o médio prazo
- Santander mantém recomendação neutra e alerta para desafios após 2035
A Petrobras (PETR4) encerrou 2025 com adição líquida positiva de reservas, segundo relatório do Santander, reforçando a capacidade da estatal de sustentar a produção no médio prazo, mesmo com desafios estruturais no horizonte.
A companhia adicionou 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) no ano, superando uma produção de 1,0 bilhão de boe, o que elevou o índice de reposição de reservas (RRR) para 175%, um dos principais destaques do relatório.
Reservas crescem e sustentam produção
Ao fim de 2025, a Petrobras reportou 12,1 bilhões de boe em reservas provadas (1P), com 84% do portfólio concentrado em óleo, mantendo um perfil robusto de geração de caixa.
Esse desempenho garantiu uma relação reservas/produção (R/P) de 12,5 anos, indicador que mede por quanto tempo a empresa consegue manter a produção nos níveis atuais sem novas descobertas relevantes.
Segundo o Santander, o avanço foi impulsionado por ganhos operacionais e projetos em campos estratégicos como Búzios, Tupi, Mero e Itapu, além do progresso em novas áreas nas bacias de Santos, Campos e Sergipe-Alagoas.
Produção forte, mas alerta no horizonte
O banco destaca que a produção da Petrobras cresceu 11% em 2025, ritmo considerado positivo diante do cenário global de energia e da maturidade de parte dos ativos da companhia.
Ainda assim, o relatório projeta que a produção deve começar a declinar a partir de 2035, reforçando a necessidade de avanço exploratório em novas fronteiras, como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas.
O Santander lembra que o ciclo entre descoberta e início da produção pode levar cerca de sete anos, o que exige decisões estratégicas no curto prazo para sustentar o crescimento no longo prazo.
Avaliação e recomendação para 2026
Apesar dos números operacionais positivos, o Santander mantém recomendação neutra para a Petrobras (PETR4), citando riscos relacionados a preços do petróleo, política de dividendos e possíveis mudanças estratégicas.
O preço-alvo para o fim de 2026 foi fixado em US$ 13,00 para os ADRs, abaixo da cotação atual, refletindo uma visão cautelosa sobre o potencial de valorização da ação.