
- Taxa de ocupação hospitalar deve permanecer elevada em 2026, segundo a ANAHP
- Hospitais menores enfrentam margens comprimidas e restrição de caixa, abrindo espaço para consolidação
- Rede D’Or (RDOR3) segue como principal beneficiada, com recomendação Outperform do Santander
O setor hospitalar brasileiro deve entrar em 2026 com cenário operacional resiliente, segundo avaliação do Santander, beneficiando especialmente Rede D’Or (RDOR3) e Mater Dei (MATD3) em meio às dificuldades enfrentadas por hospitais de pequeno e médio porte.
De acordo com a ANAHP, a taxa de ocupação hospitalar deve permanecer elevada ao longo do ano, sustentada pelo aumento de beneficiários da saúde privada e pelo envelhecimento da população, o que reforça a tese positiva para as grandes redes listadas.
Ocupação elevada sustenta resultados
A associação não vê razões estruturais para queda da taxa de ocupação em 2026, mesmo com um calendário mais curto de dias úteis e maior número de feriados.
Segundo executivos do setor, a ocupação permaneceu em patamares elevados em dezembro e janeiro, reforçando a expectativa de resultados fortes no 4T25, especialmente para a Rede D’Or.
Esse ambiente sustenta crescimento de receita e diluição de custos fixos, fator-chave para empresas com escala nacional.
Hospitais menores seguem pressionados
O relatório aponta que hospitais de pequeno e médio porte continuam sofrendo com glosas elevadas, margens EBITDA comprimidas e prazo de recebimento mais longo.
A margem EBITDA média do setor segue entre 10% e 11%, abaixo dos 12% a 13% registrados no período pré-pandemia, enquanto muitos hospitais menores operam com margens entre 3% e 5%.
Com geração de caixa limitada, esses players reduzem investimentos, abrindo espaço para ganho de market share das grandes redes.
Rede D’Or e Mater Dei bem posicionadas

Para o Santander, Rede D’Or (RDOR3) segue como top pick do setor, com recomendação Outperform e preço-alvo de R$ 55,50 para o fim de 2026.
Já a Mater Dei (MATD3) mantém recomendação Neutra, com preço-alvo de R$ 6,30, refletindo menor escala e riscos de execução em novos projetos, apesar do ambiente setorial mais favorável.
O banco destaca que empresas mais capitalizadas tendem a liderar o próximo ciclo de consolidação.