
- TRGAR11 cai quase 15% em 2026 após revisão de dividendos
- Novo guidance indica possível queda de até 30% nos proventos
- Perfil de desenvolvimento aumenta sensibilidade ao ciclo de juros
As cotas do TG Ativo Real (TRGAR11) acumulam queda próxima de 15% em 2026, destoando do Ifix, que sobe cerca de 2% no período.
O movimento ocorre após a revisão para baixo da projeção de dividendos, o que aumentou a percepção de risco e pesou sobre o humor do mercado.
Corte nos dividendos dispara reação negativa
No relatório gerencial divulgado nesta semana, a gestão reduziu o guidance de proventos para um intervalo entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota nos próximos seis meses.
Antes, a projeção variava entre R$ 0,90 e R$ 1,10, o que implica uma potencial queda de até 30% na distribuição mensal.
Segundo o fundo, a decisão reflete o cenário de juros ainda restritivo e a necessidade de preservação de caixa.
Perfil do portfólio amplia sensibilidade ao ciclo
O TRGAR11 é o maior fundo imobiliário de desenvolvimento do mercado e atua via participações em SPEs.
Do patrimônio líquido de R$ 2,52 bilhões, cerca de R$ 2 bilhões estão alocados em equity imobiliário.
Desse total, 72,4% estão em projetos com obras avançadas, enquanto 22,5% têm menos de 80% de conclusão.
Mercado diverge sobre a queda das cotas
Para parte dos analistas, a desvalorização pode abrir espaço para ganho de capital no médio e longo prazo, diante do valor ainda destravável dos projetos.
Já outra leitura aponta que o mercado apenas reprecificou o risco, exigindo maior retorno diante da elasticidade do guidance e da volatilidade dos fluxos.
Na sessão mais recente, as cotas do TRGAR11 eram negociadas próximas de R$ 79, mantendo a tendência negativa no ano.