
- Minério de ferro caiu para US$ 102,8 em Cingapura, com estoques em alta na China
- Demanda segue fraca antes do Ano Novo Lunar, limitando reação dos preços
- VALE3, CSNA3, USIM5 e GGBR4 tendem a sentir pressão sobre margens no curto prazo
Os contratos futuros do minério de ferro recuaram nesta segunda-feira, pressionados pelo aumento dos estoques portuários na China e pelo fim do ciclo de reposição das siderúrgicas.
O movimento reforça a percepção de demanda mais fraca no curto prazo, o que tende a impactar diretamente as empresas brasileiras do setor, especialmente mineradoras e siderúrgicas listadas na B3.
Minério recua nos principais mercados
Na Bolsa de Commodities de Dalian, o contrato mais negociado fechou em queda de 1,26%, a 783 iuanes por tonelada.
Já o contrato de referência para março, negociado na Bolsa de Cingapura, caiu 0,95%, para US$ 102,8 por tonelada.
Além disso, os estoques de minério nos portos chineses subiram 1,16% na semana, segundo dados da Steelhome, reforçando o viés baixista.
Demanda fraca limita reação dos preços
Segundo o Shanghai Metals Market, cerca de 80% das siderúrgicas chinesas já concluíram a reposição de estoques, reduzindo novas compras de minério.
Ao mesmo tempo, os estoques de produtos siderúrgicos acabados continuam crescendo, sinalizando desaceleração do consumo final.
Com restrições ambientais em regiões como Hebei e menor atividade antes do Ano Novo Lunar, a expectativa é de negociações mais lentas no curto prazo.
Impacto direto nas empresas brasileiras
Para a Vale (VALE3), a queda do minério pressiona receita e geração de caixa, sobretudo se os preços permanecerem próximos a US$ 100 por tonelada.
Já empresas integradas, como CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5), sentem o impacto tanto no minério quanto no aço, diante de margens mais apertadas.
No caso de Gerdau (GGBR4), a exposição é parcialmente mitigada pela maior atuação em mercados como os Estados Unidos, mas o cenário global mais fraco ainda exige cautela.