Recuperação

IFIX engata 6 meses de alta e testa máximas históricas com aposta em queda da Selic

Expectativa de juros menores impulsiona FIIs e sustenta otimismo para 2026.

fiis fundos imobiliarios
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  • IFIX atinge máxima histórica e completa 6 meses de alta
  • Expectativa de queda da Selic impulsiona fundos imobiliários
  • Índice ainda negocia com desconto patrimonial relevante

O IFIX, índice dos fundos imobiliários listados na B3, iniciou 2026 renovando máximas históricas. Em janeiro, o indicador atingiu a região de 3.862 pontos, o maior nível da série.

O movimento consolidou a recuperação iniciada no segundo semestre de 2025, sustentada pela antecipação do ciclo de queda da Selic.

Sequência de altas

Em janeiro, o IFIX subiu 2,27%. O índice completou seis meses consecutivos de valorização.

Sendo assim, a sequência igualou o movimento observado em setembro de 2023. Desde agosto, o índice acumula ganhos consistentes.

Desse modo, o mercado vê o rali como reflexo do fechamento da curva de juros futuros.

Juros e ativos reais

Gestores avaliam que a expectativa de Selic entre 12% e 12,5% no fim de 2026 favorece os fundos de tijolo. O cenário melhora a atratividade dos ativos reais.

Além disso, segundo Felipe Gaiad, da HSI, os fundos imobiliários tendem a combinar renda e valorização. A projeção indica alta média de 10% nas cotas ao longo do ano.

Com dividendos, o retorno potencial pode se aproximar de 20%. O segmento de shoppings aparece entre os mais sensíveis à retomada.

Desconto persiste

Mesmo após a alta, o IFIX ainda negocia abaixo do valor patrimonial. O desconto gira em torno de 10%, segundo gestores.

Setores como logística, escritórios e residencial concentram oportunidades. A redução da vacância e a retomada dos aluguéis destravam valor.

Desse modo, em shoppings e lajes corporativas, os descontos chegam a 15% a 20%. O carrego segue elevado.

Mercado antecipa o Copom

Mesmo com a Selic ainda elevada, os FIIs reagiram antes dos cortes. O mercado antecipou o movimento do Banco Central.

Ademais, no fim de 2024, a taxa prefixada de três anos chegou a 15,9% ao ano. Desde então, a curva fechou de forma relevante.

Portanto, esse ajuste abriu espaço para a valorização dos FIIs ao longo de 2025 e sustentou o rali atual.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.