Estimativas

JP Morgan vê cenário difícil para siderúrgicas e reforça aposta na Gerdau (GGBR4)

Banco mantém visão cautelosa para o setor apesar de medidas comerciais e prefere Gerdau pela exposição aos EUA.

gettyimages siderurgia
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  • JP Morgan mantém visão cautelosa para siderúrgicas brasileiras
  • Medidas antidumping ajudam, mas têm efeito limitado
  • Gerdau (GGBR4) segue como preferida, com preço-alvo de R$ 29

Com a aproximação dos resultados do 4T25, o JP Morgan revisou suas estimativas para as siderúrgicas brasileiras e manteve visão pessimista para o setor. Ainda assim, o banco reiterou preferência pela Gerdau (GGBR4).

Por volta das 11h, as ações da Gerdau subiam 1,42%, cotadas a R$ 22,91, enquanto investidores avaliavam os impactos das recentes medidas comerciais e antidumping.

Medidas comerciais têm efeito limitado

Segundo o JP Morgan, a indústria siderúrgica segue pressionada, principalmente pelas exportações chinesas de aço, que continuam elevadas. Assim, o banco vê deterioração gradual do cenário.

Além disso, os analistas apontam que apenas duas mudanças estruturais poderiam alterar a dinâmica do setor: queda relevante das exportações chinesas ou proteção tarifária mais ampla no Brasil, semelhante à dos EUA.

No entanto, o banco não acredita que esses gatilhos se concretizem no curto prazo, o que limita uma recuperação mais consistente.

Antidumping ajuda, mas não resolve

O JP Morgan avalia de forma positiva a adoção de medidas antidumping, que tendem a melhorar a rentabilidade média da indústria. Ainda assim, o impacto deve ser restrito nos próximos meses.

Primeiro, o banco destaca que importações podem migrar para outras regiões, reduzindo a eficácia das tarifas. Esse comportamento já ocorreu em experiências semelhantes na Europa.

Além disso, preços mais altos do aço podem enfraquecer a demanda doméstica, limitando o ganho esperado com a proteção comercial.

Gerdau segue como principal escolha

Dentro do setor, o JP Morgan mantém a Gerdau (GGBR4) como principal recomendação, com classificação overweight e preço-alvo de R$ 29. A decisão reflete a forte exposição ao mercado norte-americano.

Nos Estados Unidos, tarifas elevadas sobre o aço importado sustentam preços mais altos e fortalecem a demanda local. Assim, a Gerdau se diferencia de seus pares brasileiros.

Já no Brasil, o banco projeta margens menores no trimestre, influenciadas por maior volume de exportações e piora no mix de produtos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.