Efeito do rali

Petrobras (PETR3;PETR4) perde fôlego e BBI corta recomendação após rali

Banco vê alta limitada após avanço de mais de 20% no ano e ausência de gatilhos positivos.

petrobras PETR4 v
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  • Bradesco BBI rebaixa Petrobras (PETR3;PETR4) para neutra após rali de 20%+
  • Preço-alvo da PETR4 sobe para R$ 45, mas upside é visto como limitado
  • Falta de gatilhos e incerteza política pesam na recomendação

O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Petrobras (PETR3; PETR4) de outperform para neutra, após a forte valorização dos papéis em 2026. Segundo o banco, o potencial de alta ficou limitado após o rali recente.

Apesar do corte, o BBI elevou o preço-alvo da PETR4 de R$ 40 para R$ 45 e o ADR PBR de US$ 15 para US$ 17, refletindo ajustes em premissas de longo prazo.

Espaço para alta ficou mais restrito

Para os analistas, a alta de cerca de 21% da PETR4 no ano já incorporou boa parte das expectativas positivas. Assim, o retorno risco x benefício tornou-se menos atrativo.

Além disso, o banco trabalha com preço estrutural do Brent em US$ 65 por barril, o que limita revisões adicionais de valuation.

Nesse contexto, o BBI afirma que faltam gatilhos positivos relevantes para a micro-história da Petrobras no curto prazo.

Dividendos e valuation no radar

O novo preço-alvo considera um dividend yield justo de 9% para os próximos cinco anos. Ainda assim, o banco projeta yield de 6,5% em 2026, abaixo de pares globais e da Vale (VALE3).

Além disso, o BBI vê a Petrobras negociando a 3,7 vezes EV/Ebitda em 2026, com desconto de 29% frente à média global. No preço-alvo, o múltiplo sobe para 4,0 vezes, com desconto considerado adequado.

Por outro lado, os analistas avaliam que a alta recente do petróleo reflete prêmio geopolítico, fator que pode se mostrar insustentável.

Riscos seguem no horizonte

O banco destaca que a agenda de fusões e aquisições ainda carrega riscos. Além disso, a incerteza política e sobre diretrizes do controlador segue como fator de pressão.

Entre os riscos para o rebaixamento, o BBI cita nova disparada do Brent, fluxos fortes para emergentes e mudanças na orientação do controlador.

Nesse cenário, o banco reforça que a relação risco-retorno da Petrobras já não é tão atrativa quanto antes, mantendo postura cautelosa.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.