
- Safra vê setor de energia como porto seguro em ano eleitoral
- Alupar (ALUP11) é a top pick, com IRR acima da média e quase 20% de upside
- Taesa sobe para neutra e ISA Energia segue menos atrativa
Com a aproximação das eleições, o Banco Safra avalia que a volatilidade deve aumentar nos mercados. Diante desse cenário, o banco aponta o setor de energia como um dos principais destinos para investidores em busca de segurança e previsibilidade.
Segundo o Safra, a atratividade vem de receitas corrigidas pela inflação, menor dependência do PIB e fluxo recorrente de dividendos, características que ganham relevância em períodos de incerteza política.
Leilões reforçam potencial do setor
Apesar do viés defensivo, o banco também enxerga upside estrutural no horizonte. Ainda em 2026, estão previstos dois leilões de transmissão, com capex total estimado em R$ 25 bilhões.
Além disso, a agenda inclui o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), voltado para baterias e soluções de armazenamento. Esse movimento pode atrair novas empresas ao segmento de transmissão.
Portanto, nesse contexto, o Safra avalia que o setor combina proteção no curto prazo com oportunidades de crescimento no médio prazo.
Alupar é top pick do Safra
Com base nesse cenário, o Safra manteve a Alupar (ALUP11) como sua principal recomendação no setor. O banco destaca que a empresa possui IRR de 10,6%, acima da média setorial de 9,4%.
Além disso, o potencial de valorização da ação chega a quase 20%, segundo o relatório. A companhia também se diferencia por ter receitas indexadas ao dólar, após expansão na América Latina.
Desse modo, mesmo com capex relevante, R$ 5,2 bilhões fora do Brasil e R$ 3,9 bilhões no mercado doméstico, o Safra mantém confiança nos fundamentos sólidos da empresa.
Taesa e ISA Energia ficam atrás
O Safra elevou a recomendação da Taesa (TAEE11) de underperform para neutra, incorporando o cenário macro e a conclusão de projetos relevantes entre 2026 e 2027.
Ademais, segundo o banco, a desalavancagem deve ocorrer rapidamente, abrindo espaço para dividendos maiores. Após a entrega dos projetos, o Safra projeta crescimento de 24% no Ebitda.
Já a ISA Energia (ISAE4) segue como o nome menos preferido, com IRR de 8,2%, abaixo da média do setor, refletindo alavancagem elevada no início do ciclo de investimentos, apesar do potencial destravamento de R$ 3,5 bilhões ligado à disputa com a Sefaz-SP.