Confiança renovada

Morgan Stanley eleva preço-alvo da Petrobras (PETR4) e vê dividendos maiores com petróleo em alta

Banco reforça recomendação de compra e aponta potencial de dividendos extraordinários com Brent elevado.

Foto: Flávio Emanuel / Agência Petrobras
Foto: Flávio Emanuel / Agência Petrobras
  • Morgan Stanley elevou o preço-alvo da Petrobras (PETR4) para US$ 20
  • Banco vê potencial para dividendos extraordinários com petróleo mais caro
  • Estimativas de Ebitda para 2026 e 2027 foram revisadas para cima

A Petrobras (PETR3; PETR4) voltou ao radar positivo de bancos internacionais após divulgar o balanço do 4º trimestre de 2025. O Morgan Stanley elevou o preço-alvo dos ADRs da estatal de US$ 17,50 para US$ 20, mantendo recomendação de compra (overweight).

Segundo o banco, a tese de investimento segue baseada na forte geração de caixa e no pagamento de dividendos, especialmente em um cenário de petróleo mais caro no mercado internacional.

Petróleo alto pode ampliar dividendos

O Morgan Stanley afirma que preços mais elevados do Brent aumentam significativamente o potencial de geração de caixa da Petrobras (PETR4).

Nesse cenário, a estatal poderia pagar dividendos extraordinários, além da remuneração regular já distribuída aos acionistas.

Além disso, o banco revisou suas estimativas operacionais. O Ebitda projetado para 2026 subiu 9,2%, enquanto a projeção para 2027 aumentou 5,5%.

Ao mesmo tempo, o banco também elevou suas expectativas para o preço do Brent em 2026 e 2027, refletindo o novo cenário do mercado global de energia.

Reajuste de combustíveis volta ao radar

Durante a teleconferência de resultados, a política de preços de combustíveis da Petrobras (PETR4) voltou ao centro das atenções.

A companhia reafirmou que segue observando a paridade internacional, mas busca evitar volatilidade excessiva nos preços domésticos.

Porém, a estatal indicou que repasses podem ocorrer mais rapidamente caso o petróleo continue subindo de forma mais intensa.

Enquanto isso, o banco também revisou projeções de produção da empresa para 2027 e 2028, além de aumentar estimativas de capex com a entrada de novos FPSOs e conexões de poços.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.