
- Morgan Stanley elevou o preço-alvo da Petrobras (PETR4) para US$ 20
- Banco vê potencial para dividendos extraordinários com petróleo mais caro
- Estimativas de Ebitda para 2026 e 2027 foram revisadas para cima
A Petrobras (PETR3; PETR4) voltou ao radar positivo de bancos internacionais após divulgar o balanço do 4º trimestre de 2025. O Morgan Stanley elevou o preço-alvo dos ADRs da estatal de US$ 17,50 para US$ 20, mantendo recomendação de compra (overweight).
Segundo o banco, a tese de investimento segue baseada na forte geração de caixa e no pagamento de dividendos, especialmente em um cenário de petróleo mais caro no mercado internacional.
Petróleo alto pode ampliar dividendos
O Morgan Stanley afirma que preços mais elevados do Brent aumentam significativamente o potencial de geração de caixa da Petrobras (PETR4).
Nesse cenário, a estatal poderia pagar dividendos extraordinários, além da remuneração regular já distribuída aos acionistas.
Além disso, o banco revisou suas estimativas operacionais. O Ebitda projetado para 2026 subiu 9,2%, enquanto a projeção para 2027 aumentou 5,5%.
Ao mesmo tempo, o banco também elevou suas expectativas para o preço do Brent em 2026 e 2027, refletindo o novo cenário do mercado global de energia.
Reajuste de combustíveis volta ao radar
Durante a teleconferência de resultados, a política de preços de combustíveis da Petrobras (PETR4) voltou ao centro das atenções.
A companhia reafirmou que segue observando a paridade internacional, mas busca evitar volatilidade excessiva nos preços domésticos.
Porém, a estatal indicou que repasses podem ocorrer mais rapidamente caso o petróleo continue subindo de forma mais intensa.
Enquanto isso, o banco também revisou projeções de produção da empresa para 2027 e 2028, além de aumentar estimativas de capex com a entrada de novos FPSOs e conexões de poços.