
- Ecorodovias (ECOR3) disputa leilão de R$ 13 bilhões em MG
- Modelo reduz risco de lances agressivos, diferentemente de 2024
- Capex pode subir para R$ 60 bilhões e preocupa mercado
A Ecorodovias (ECOR3) volta ao radar do mercado com a participação no leilão da Rota das Gerais, marcado para esta terça-feira na B3. O projeto envolve cerca de 735 km de rodovias em Minas Gerais e pode destravar crescimento relevante.
Ao mesmo tempo, investidores lembram do último leilão em 2024, quando a companhia fez uma oferta agressiva e as ações caíram mais de 20%, elevando a cautela no curto prazo.
Leilão bilionário pode impulsionar crescimento
O projeto prevê cerca de R$ 13 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos de concessão, com foco em duplicações, manutenção e segurança.
Além disso, o critério será baseado em desconto tarifário, o que reduz o risco de lances excessivos, segundo analistas.
Com isso, o ativo pode se encaixar estrategicamente no portfólio da empresa.
Risco existe, mas cenário é diferente de 2024
Diferente do leilão anterior, não haverá disputa direta por outorga elevada, o que diminui o risco de um movimento agressivo.
Além disso, o projeto apresenta TIR real de 13,76% e capex menos concentrado no início, favorecendo o fluxo de caixa.
Ainda assim, o mercado monitora o impacto no endividamento, já que o capex total da companhia pode subir para perto de R$ 60 bilhões.