
- TIR de até 19% mantém tese atrativa para SMFT3
- Expansão acelerada pressiona número de alunos por unidade
- Concorrência crescente deve impactar margens em 2026
O Itaú BBA manteve visão positiva para a Smart Fit (SMFT3), destacando que o retorno por unidade segue atrativo.
Mesmo assim, o banco alerta que o setor vive uma fase de forte expansão, o que pode pressionar resultados no curto prazo.
Retorno segue elevado, mesmo com riscos
Segundo o banco, a Smart Fit apresenta TIR real entre 15% e 19% ao ano, acima do custo de capital.
Além disso, a ação negocia próxima de 10 vezes o lucro projetado para 2027, já refletindo parte dos riscos.
Com isso, o BBA reiterou recomendação outperform e preço-alvo de R$ 33.
Concorrência pressiona ocupação
Por outro lado, o setor abriu cerca de 550 novas academias em 2025, equivalente a 37% da base anterior.
Esse movimento já impacta a operação, com queda no número de alunos por unidade madura.
Como o modelo possui alto custo fixo, menor ocupação tende a pressionar margens.
Números mostram desaceleração
No Brasil, a Smart Fit registrou cerca de 3.285 alunos por academia, queda de 2,9% no ano.
Ao mesmo tempo, a receita por unidade chegou a R$ 4,8 milhões, crescimento abaixo da inflação.
Ainda assim, o lucro bruto por unidade avançou para R$ 2,05 milhões, com margem de 48,5%.
Rivais mostram sinais mistos
Entre concorrentes, a Bluefit já apresenta queda relevante de rentabilidade.
Já a Selfit mostra maior resiliência, apesar de operar com margens inferiores.
Para 2026, o BBA vê um cenário mais desafiador, com equilíbrio entre oferta e demanda como fator central.