
- PRIO (PRIO3) cai mais de 7% e lidera perdas entre petroleiras
- Retirada de prêmio geopolítico pressiona todo o setor
- Petróleo despenca até 10% com abertura de Ormuz
As ações de petroleiras como PRIO (PRIO3), Petrobras (PETR3; PETR4) e Brava Energia (BRAV3) caíram forte nesta sexta-feira (17), acompanhando o tombo do petróleo após a reabertura do Estreito de Ormuz.
A PRIO3 liderou as perdas, com queda de cerca de 7,3%, enquanto a Petrobras recuava perto de 5% e a Brava caía mais de 3% no início do pregão.
Petróleo despenca e puxa setor
O movimento foi provocado pela sinalização do Irã de que o estreito está “completamente aberto” ao tráfego comercial, reduzindo riscos de interrupção na oferta global.
Com isso, o petróleo caiu forte. O WTI recuava quase 10%, enquanto o Brent perdia cerca de 8,7%, refletindo a retirada do prêmio geopolítico.
Assim, o mercado passou a precificar um cenário de maior oferta e menor tensão no curto prazo.
Retirada de prêmio explica reação
Segundo especialistas, a queda reflete principalmente o fim do risco imediato de restrição logística no Golfo Pérsico.
Além disso, a normalização das rotas tende a aumentar o fluxo de petróleo de países como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque.
Por outro lado, ainda existe cautela inicial no transporte marítimo, o que pode limitar uma recuperação imediata.
Setor segue sensível ao petróleo
As ações de petroleiras continuam altamente dependentes do preço da commodity. Portanto, movimentos bruscos no petróleo geram reações imediatas nos papéis.
Além disso, o cenário segue volátil e depende da evolução geopolítica. Qualquer nova tensão pode reverter parte das quedas.
Assim, o setor entra novamente em um ambiente de alta volatilidade no curto prazo.