
- Oncoclínicas (ONCO3): Cade aprovou sem restrições a participação de 11,9% adquirida por fundos controlados pelo Banco Master.
- Operação levou o grupo a consolidar cerca de 20,18% do capital.
- Processo envolveu investigação por possível gun jumping antes da aprovação definitiva.
A Oncoclínicas (ONCO3) recebeu um importante sinal positivo após o Cade aprovar, sem restrições, a aquisição de participação acionária pelos fundos Quíron e Tessália, veículos controlados pelo Banco Master.
A decisão encerra uma análise que se arrastava desde 2024 e que ganhou destaque após o tribunal do órgão apontar que a operação havia sido concluída antes da avaliação regulatória obrigatória.
Operação levou Master a superar 20% do capital
Segundo o Cade, a aquisição realizada pelos fundos controlados pelo Banco Master consolidou uma participação de aproximadamente 20,18% do capital da Oncoclínicas.
A operação foi estruturada por meio dos fundos Quíron e Tessália, somando-se a uma participação anterior de 10,01% já detida pelo grupo por meio de outros veículos de investimento.
Na avaliação do tribunal, a transação deveria ter sido submetida previamente ao órgão, uma vez que ultrapassou o limite de participação previsto na regulamentação para operações dessa natureza.
Caso envolveu investigação por gun jumping
Em abril deste ano, o Cade concluiu que a aquisição configurava uma situação de possível gun jumping, termo utilizado quando uma operação sujeita à aprovação regulatória é implementada antes da análise da autoridade concorrencial.
Na ocasião, a relatora do processo, conselheira Camila Cabral Pires Alves, determinou que as partes formalizassem a notificação da operação em até 30 dias.
Após a apresentação da documentação exigida e a análise do ato de concentração, o órgão decidiu aprovar a operação sem impor restrições adicionais.
Decisão reduz incerteza para a companhia
A aprovação elimina uma frente de incerteza regulatória envolvendo a estrutura acionária da Oncoclínicas (ONCO3).
Além disso, a decisão traz maior previsibilidade para a companhia, que segue concentrada na expansão de sua atuação no setor de oncologia e serviços especializados de saúde.
Embora o Cade tenha reconhecido a necessidade de notificação da operação, o órgão concluiu que a aquisição não gera preocupações concorrenciais relevantes que justificassem restrições ou condicionantes.