
- Goldman Sachs projeta EBITDA de US$ 17 bilhões para a Petrobras
- Banco estima pagamento de US$ 3,4 bilhões em dividendos no trimestre
- Produção de petróleo deve crescer cerca de 18% na comparação anual
A Petrobras (PETR3; PETR4) deve apresentar um dos resultados mais fortes entre as petroleiras latino-americanas no segundo trimestre de 2026, segundo avaliação do Goldman Sachs.
O banco projeta crescimento relevante da produção, preços mais favoráveis do petróleo e forte geração de caixa, cenário que pode sustentar uma distribuição de aproximadamente US$ 3,4 bilhões em dividendos aos acionistas.
Produção deve impulsionar resultado
A Petrobras (PETR4) deve registrar um EBITDA ajustado próximo de US$ 17 bilhões, valor cerca de 5% acima do consenso de mercado.
Segundo o Goldman Sachs, a companhia será beneficiada pela entrada de novas plataformas, que devem elevar a produção de petróleo em aproximadamente 18% na comparação anual.
Além disso, a estatal deverá capturar melhor os preços mais elevados do Brent, sem os impactos observados no início do ano com defasagens nos preços realizados.
Dividendos seguem no radar
Com a melhora operacional, o banco estima pagamento de cerca de US$ 3,4 bilhões em proventos, equivalente a um dividend yield próximo de 3,1% apenas no trimestre.
A instituição também projeta que a Petrobras continue oferecendo uma das combinações mais atrativas de geração de caixa e retorno ao acionista entre as grandes empresas do setor.
Para 2027, o Goldman calcula um rendimento de fluxo de caixa livre próximo de 17%, reforçando a tese de dividendos robustos.
Subsídios ainda preocupam
Apesar do cenário positivo, os analistas destacam um fator de atenção: os subsídios aos combustíveis.
Segundo o relatório, os descontos aplicados ao diesel podem gerar impacto entre US$ 2 bilhões e US$ 2,3 bilhões no capital de giro da companhia devido aos valores que ainda precisam ser ressarcidos pelo governo.
Mesmo assim, a expectativa é de que essa pressão diminua ao longo do segundo semestre, com a normalização dos preços do petróleo e dos spreads de refino.