Desconto exagerado

Itaú BBA vê C&A (CEAB3) “irracionalmente barata” e aponta potencial de quase 100%

Banco reforça recomendação de compra e diz que mercado está ignorando a forte geração de caixa e a recuperação operacional da varejista.

Itaú BBA vê C&A (CEAB3) “irracionalmente barata” e aponta potencial de quase 100%
  • Itaú BBA classifica C&A (CEAB3) como “irracionalmente barata”
  • Banco mantém preço-alvo de R$ 20 e recomendação de compra
  • Resultados do segundo trimestre podem gerar revisões positivas para a ação

A C&A (CEAB3) liderou os ganhos do Ibovespa na última quarta-feira após o Itaú BBA classificar a ação como “irracionalmente barata” e reafirmar sua preferência no setor de consumo discricionário da América Latina.

O banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20, o que representa um potencial de valorização próximo de 95% sobre os níveis atuais de negociação.

Banco vê desconto exagerado

Segundo o Itaú BBA, a precificação atual da companhia não reflete seus fundamentos operacionais nem sua capacidade de geração de caixa.

A instituição destaca que a C&A (CEAB3) negocia a apenas 5,6 vezes o lucro estimado para 2026, enquanto continua apresentando avanços operacionais relevantes.

Além disso, a empresa já executou aproximadamente metade de seu programa de recompra de ações e mantém forte conversão de resultados em caixa.

Segundo trimestre pode surpreender

O banco acredita que os resultados do segundo trimestre poderão gerar revisões positivas nas projeções do mercado.

Após um período mais fraco no fim de 2025, a companhia mostrou recuperação no início de 2026 e segue apresentando indicadores considerados sólidos.

Na avaliação dos analistas, as vendas devem permanecer resilientes mesmo diante de um ambiente de juros elevados e consumo mais pressionado.

Comparação com Renner chama atenção

Outro ponto destacado pelo Itaú BBA é o desconto expressivo em relação à Lojas Renner (LREN3).

Atualmente, a C&A (CEAB3) negocia com desconto próximo de 35% frente à concorrente, diferença que o banco considera injustificada diante da evolução operacional recente.

Além disso, a expectativa é de continuidade da expansão das margens e fortalecimento da geração de caixa nos próximos anos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.