Tem chances?

Azzas (AZZA3): família Hering quer marca de volta, mas JPMorgan vê chance remota de negócio

Movimento ocorre após Azzas avaliar alternativas para a Farm Rio; banco acredita que venda da Hering é improvável sem prêmio bilionário.

Foto: Divulgação
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  • Família Hering avalia alternativas para retomar o controle da marca
  • JPMorgan vê baixa probabilidade de venda da Hering pela Azzas
  • Negócio só faria sentido com prêmio bilionário e forte destrava de valor para AZZA3

A Azzas 2154 (AZZA3) voltou ao radar do mercado após informações de que um grupo ligado à família Hering estaria avaliando recomprar a tradicional marca de vestuário, vendida ao Grupo Soma em 2021 por R$ 5,5 bilhões.

Segundo reportagem do Valor, os investidores teriam contratado o BR Partners para estudar alternativas envolvendo a Hering, incluindo uma possível aquisição integral da operação ou uma reestruturação societária que aumentaria a participação da família na marca.

Movimento surge após discussão sobre venda da Farm Rio

O interesse teria ganhado força após a Azzas confirmar que está avaliando alternativas estratégicas para a Farm Rio, considerada um dos ativos mais valiosos do grupo.

Para o JPMorgan, o atual ambiente de disputas societárias entre os principais acionistas faz com que diferentes possibilidades sejam analisadas pela companhia.

Ainda assim, o banco considera que a Hering possui maior integração operacional com os demais negócios da Azzas do que a Farm Rio, especialmente pelas sinergias na gestão de franquias e na estrutura comercial herdada da antiga Arezzo.

Venda exigiria prêmio elevado

Os analistas estimam que a operação da Hering valha atualmente entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões, algo equivalente a cerca de 15% a 20% do valor de mercado da Azzas.

Por outro lado, o JPMorgan avalia que uma venda só faria sentido mediante pagamento de um prêmio significativo, com múltiplos muito acima dos praticados atualmente pelo setor.

Nesse cenário, a marca poderia alcançar uma avaliação entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,5 bilhões, criando uma relevante destrava de valor para os acionistas. Apesar disso, o banco considera essa hipótese pouco provável diante dos juros elevados e do processo de recuperação operacional da companhia.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.