
- Movida (MOVI3): BofA elevou a recomendação para compra
- Reforma tributária pode gerar R$ 1,2 bilhão em caixa adicional entre 2027 e 2028
- Banco vê potencial de valorização de 56% para as ações
A Movida (MOVI3) recebeu uma importante melhora de avaliação do Bank of America (BofA), que elevou sua recomendação para compra após incorporar os efeitos da reforma tributária em suas projeções.
Segundo o banco, as novas regras de transição do IVA devem gerar um forte aumento na geração de caixa das locadoras nos próximos anos, mesmo diante de uma pressão temporária sobre os lucros.
Reforma pode injetar R$ 1,2 bilhão no caixa da Movida
O principal destaque da análise está no impacto das novas regras para créditos tributários ligados à renovação da frota.
De acordo com o BofA, a Movida (MOVI3) pode gerar cerca de R$ 1,2 bilhão em fluxo de caixa adicional entre 2027 e 2028, valor equivalente a aproximadamente 31% do atual valor de mercado da companhia.
Para os analistas, o mercado ainda não precificou totalmente esse benefício, o que abre espaço para uma reavaliação da ação.
Banco vê potencial de alta de 56%
Com a revisão da tese, o Bank of America estabeleceu preço-alvo de R$ 15 por ação para a Movida.
O valor representa potencial de valorização de cerca de 56% em relação aos níveis atuais de negociação.
A instituição também manteve recomendação de compra para a Localiza (RENT3), destacando que ambas devem se beneficiar da nova estrutura tributária.
Lucros ainda enfrentam desafios
Apesar do cenário positivo para o caixa, o banco reconhece riscos no curto prazo.
Entre eles estão a manutenção de juros elevados, a desaceleração econômica e uma possível queda nos preços dos veículos usados, fator que pode pressionar as margens do segmento de seminovos.
Ainda assim, o BofA acredita que a melhora estrutural na geração de caixa tende a se tornar mais relevante para os investidores do que as revisões negativas de lucro previstas para os próximos anos.