
- BTG Pactual (BPAC11) é o favorito do Itaú BBA entre as empresas financeiras.
- XP (XPBR31) e B3 (B3SA3) ainda enfrentam pressão da menor atividade do mercado.
- Caixa Seguridade (CXSE3) e dLocal (DLO) aparecem entre os destaques positivos da temporada.
O BTG Pactual (BPAC11) chega à temporada de balanços como a principal aposta do Itaú BBA entre as empresas ligadas ao mercado financeiro. Segundo o banco, a instituição continua entregando crescimento e rentabilidade elevados mesmo em um ambiente menos favorável para operações de mercado.
Além disso, o relatório aponta cenários distintos para seguradoras, plataformas de investimentos e empresas de meios de pagamento.
BTG mantém força mesmo com mercado mais fraco
O Itaú BBA projeta lucro próximo de R$ 4,85 bilhões para o BTG no segundo trimestre.
O desempenho deve ser sustentado pela diversificação das receitas, ganho de participação de mercado e capacidade de crescer mesmo diante da desaceleração das ofertas e emissões de dívida.
Por isso, o banco permanece como a principal recomendação da casa no segmento de mercado de capitais.
XP e B3 enfrentam obstáculos
A XP (XPBR31) deve continuar sentindo os efeitos da menor atividade do mercado de ações.
Mesmo assim, a companhia pode compensar parte dessa pressão por meio de maior disciplina de custos e melhora da eficiência operacional.
Já a B3 (B3SA3) deve registrar impacto da redução dos volumes negociados, embora eventos extraordinários possam ajudar a sustentar o resultado final.
Seguradoras e pagamentos seguem caminhos diferentes
Entre as seguradoras, o Itaú BBA vê a Caixa Seguridade (CXSE3) apresentando crescimento mais consistente do que a BB Seguridade (BBSE3).
Enquanto isso, o cenário permanece desafiador para empresas de pagamentos como PagBank e Stone, que seguem enfrentando pressão sobre margens e crescimento mais moderado.
Por outro lado, a uruguaia dLocal (DLO) aparece como a principal aposta do setor, com expectativa de crescimento de 44% no lucro líquido na comparação anual.