
Principais pontos:
- O Brasil registrou recorde de 2.466 empresas envolvidas em recuperações judiciais em 2025.
- O número cresceu 13% em relação a 2024 e reforça o alerta sobre a saúde financeira das empresas.
- Não houve recorde de falências: os pedidos envolvendo CNPJs caíram 19% em 2025.
O número de empresas em recuperação judicial bateu recorde no Brasil durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2025, 2.466 CNPJs estiveram envolvidos nesses processos, avanço de 13% sobre as 2.184 empresas registradas no ano anterior.
Os números expõem a crescente pressão sobre o setor produtivo brasileiro. Enquanto o governo Lula tenta sustentar uma narrativa de crescimento econômico, empresas enfrentam um ambiente marcado por juros elevados, crédito caro, endividamento e dificuldades para manter o caixa.
Recorde expõe pressão sobre empresas brasileiras
A recuperação judicial funciona como uma tentativa de evitar a falência. Portanto, o avanço desses processos mostra que um número recorde de empresas precisou recorrer à Justiça para reorganizar dívidas e tentar continuar operando.
Segundo os dados da Serasa Experian, o total de 2.466 empresas em recuperação judicial em 2025 representa o maior nível da série histórica atualizada. Além disso, o número avançou 13% em apenas um ano, reforçando o sinal de deterioração financeira entre companhias brasileiras.
O cenário pesa especialmente sobre negócios mais dependentes de financiamento. Com o custo do dinheiro elevado, empresas endividadas gastam mais para rolar compromissos, enquanto o crédito restrito reduz a margem para atravessar períodos de menor geração de caixa.
Sob Lula, ambiente de negócios entra no centro do debate
Politicamente, o recorde representa um problema para o governo Lula. Afinal, indicadores positivos de atividade não eliminam a realidade de milhares de empresas que chegaram ao ponto de buscar proteção judicial contra credores.
Além disso, o aumento das recuperações judiciais levanta dúvidas sobre a qualidade do ambiente de negócios brasileiro. Juros altos, insegurança fiscal e dificuldade de acesso ao crédito formam uma combinação especialmente dura para empresas que já operam com margens apertadas.
No entanto, seria impreciso afirmar que o Brasil também bateu recorde de falências. Os dados da Serasa mostram justamente o contrário: 698 CNPJs tiveram pedidos de falência em 2025, queda de 19% em relação a 2024. O recorde, portanto, está nas recuperações judiciais.
Empresas tentam sobreviver antes de fechar as portas
O avanço das recuperações mostra que mais empresas estão recorrendo ao último grande mecanismo de reorganização antes de um possível encerramento. Assim, o indicador funciona como um sinal de alerta sobre a saúde financeira do setor produtivo.
O quadro também cria um contraste político. De um lado, o governo destaca crescimento, emprego e consumo. Do outro, um número recorde de empresas precisou buscar a Justiça para renegociar dívidas e ganhar tempo para sobreviver.
Por isso, o recorde amplia a pressão sobre a política econômica do governo Lula. Embora diferentes fatores expliquem uma recuperação judicial, a escalada dos casos mostra que uma parcela relevante do empresariado brasileiro atravessa um período de forte estresse financeiro.